Bairros

Processo possui 1.200 páginas e vários laudos

Ieda Rodrigues
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O inquérito policial, aberto em março do ano passado, a pedido do Ministério Público do Meio Ambiente para apurar se a Ajax cometeu crime ambiental doloso, tem 1.200 páginas. Foram ouvidos moradores próximos da fábrica e mães de crianças que na época, estavam com mais de 10 microgramas de chumbo por decilitro de sangue.

O delegado Dinair José da Silva, que conduziu o inquérito, também ouviu representantes do Instituto Ambiental Vidágua, do Ministério do Trabalho, do Sindicato dos Metalúrgicos, da Cetesb, da Direção Regional de Saúde (DIR-10), da Prefeitura, que cedeu a área para a instalação da Ajax, entre outros órgãos.

Também foram anexados ao inquérito laudos da Cetesb que atestaram concentração de chumbo no solo, exames de sangue que revelaram a presença do metal no organismo de crianças que moravam perto da fábrica e de verduras e outros alimentos produzidos na região.

Na conclusão do inquérito, Silva chama a atenção para o fato do setor metalúrgico da Ajax ter funcionado por muito tempo apesar da Cetesb já ter constatado irregularidades. “Foram aplicadas muitas multas até chegar à interdição da empresa e a fábrica continuava funcionando. Esse é um tipo de atividade que precisa de renovação de alvará anualmente”, opina.

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