Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Cupom fiscal

Os comerciantes do Estado de São Paulo ganharam mais tempo para se adequar à exigência da Secretaria da Fazenda de adquirir um equipamento específico que emite os cupons referentes às compras no cartão de crédito na mesma impressora das registradoras. O objetivo do Estado é evitar a sonegação de impostos, mas para atender à determinação os comerciantes têm que comprar um aparelho que custa R$ 2,5 mil. As informações são do presidente do Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio) de Bauru, Walace Garroux Sampaio.

• ICMS

De acordo com Sampaio, o prazo que venceria dentro dos próximos 40 dias para se adequar à exigência da Fazenda foi adiado para 30 de novembro deste ano. Segundo ele, será formada uma comissão tripartite para solicitar ao governo do Estado um desconto no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em função dos gastos que os comerciantes terão com a medida. Todas as empresas com faturamento anual acima de R$ 150 mil são obrigadas a cumprir a determinação da Secretaria da Fazenda.

• Eficiência

Uma alteração autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite que as distribuidoras de energia elétrica instalem ou transfiram os medidores utilizados para verificar o gasto mensal dos consumidores (relógio de luz) em locais fora da residências ou em outras unidades consumidoras. O objetivo da mudança na regra de instalação é promover um aumento na eficiência das leituras e a diminuição do volume de faturamentos por estimativa.

• Estimativa

O faturamento por estimativa é justificado quando, por algum motivo, não é possível o acesso do leiturista ao medidor. De acordo com a Anatel, a localização do medidor fora da unidade ou da residência consumidora também possibilitará uma maior privacidade ao consumidor, já que os funcionários das concessionárias não precisarão entrar nas residências para efetuar a leitura. A resolução não considera como medidores externos os equipamentos instalados em áreas de uso comum, bem como em muros e fachadas de propriedade do consumidor.

• Exportações

Com certa freqüência, assuntos relacionados ao tema exportações são abordados neste espaço. O motivo são os benefícios que empresas dos mais diversos segmentos e tamanhos têm obtido ao ingressar no mercado externo. Uma análise sobre os balanços das empresas não-financeiras do primeiro trimestre deste ano mostra que as exportações abocanharam participação significativa do faturamento de boa parte delas. Em alguns casos, as vendas ao Exterior ultrapassaram os negócios no mercado interno.

• Desempenho

Os dados constam dos balanços publicados pelas empresas que têm ações em Bolsa. A maior parte delas afirma que o bom desempenho das exportações é resultado de um esforço continuado. Para algumas, o crescimento da porção do faturamento ligado às exportações também se deve à depreciação do real no primeiro trimestre deste ano em comparação às taxas de câmbio do primeiro trimestre de 2002. Mas existe um ponto em comum entre todas: estão cada vez mais em busca do mercado externo.

• Frutos

Um grande exemplo é a Sadia, que desde 1997 vem desenvolvendo pesquisas para adequar sua produção aos padrões de exigência do mercado externo. No primeiro trimestre deste ano, o volume de exportações da empresa subiu 21% em relação aos três primeiros meses de 2002. Uma fabricante de máquinas também tem colhido os frutos de focar nas exportações. Desde janeiro a empresa está fornecendo motores para linha branca a um grupo mexicano. O contrato, fechado em 2002, prevê a entrega de 800 mil motores por ano para lavadoras, secadoras, ventiladores, entre outros eletrodomésticos.

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