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Entidades aprovam doação dos produtos

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Para as instituições que estão recebendo os alimentos do Programa Mesa Bauru, a ajuda tem sido importante. Essa é a opinião da diretora do Centro de Convivência Infantil João Paulo II, Aldenir de Souza Gamba. “Ele veio de encontro às nossas necessidades”, diz.

Segundo ela, as doações correspondem a cerca de 30% de tudo o que é consumido pelas 90 crianças da entidade. “Como eles fazem de quatro a cinco refeições diárias, temos que correr atrás de outros alimentos também”, conta.

A diretora diz que tudo que é entregue pelo Mesa Bauru é consumido. “Nós tivemos que ensinar as crianças a comer, sentando junto com elas. Mas a aceitação foi muito boa”, afirma.

A coordenadora pedagógica e diretora da Instituição Beneficente Bom Samaritano, Jorciley Martins Barbosa de Carvalho Araújo, tem opinião semelhante. “No começo eles estranharam, mas depois se acostumaram e passaram até a gostar. Hoje, na hora em que perguntamos quem quer repetir, muitas crianças pedem apenas as verduras”, declara.

A entidade atende a 130 crianças, de 4 meses a 6 anos de idade, que fazem quatro refeições por dia.

Se entre as crianças os alimentos doados fazem sucesso, o mesmo acontece com os idosos da Vila Vicentina. “Tudo o que é novo tem uma certa resistência, mas hoje os nossos internos estão melhor orientados”, diz a presidente da entidade, Marlene de Faria Dalla Chiara.

Ela conta que procura utilizar o máximo possível os produtos doados. “Fazemos suco com o que não dá para consumir”, revela.

Doadores

O gerente de uma rede de supermercados de Bauru, Sebastião da Silva, conta que muito do que atualmente é doado tinha o lixo como destino antes do Mesa Bauru. “Cerca de 50% do que doamos era jogado fora. O restante era retirado pelas próprias entidades, mas não da maneira organizada como é feito atualmente”, afirma.

O proprietário do supermercado, Jad Zogheib, acredita que a importância do Mesa Bauru está na redução do desperdício. “O benefício maior é o aproveitamento dos produtos”, opina.

Já o proprietário de outro supermercado da cidade, Emerson Svízzero, diz que tinha dúvidas sobre a viabilidade do programa. “Quando fomos procurados, não sabíamos se iria dar certo, mas depois vimos que ele funcionou”, declara.

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Mesa SP

O Programa Mesa Bauru é uma extensão de outro projeto, o Mesa Sesc São Paulo, criado em 1994. “Ele começou servindo refeições, mas depois isso começou a ficar muito caro e se optou por entregar os alimentos para as entidades”, conta Luiz Carlos Scartezini Júnior.

Segundo ele, o Sesc buscou inspiração no exterior para criar o programa. “Esse modelo é utilizado nos Estados Unidos”, afirma.

Além de Bauru, o projeto já é realizado em outras unidades do Sesc fora da Capital, como as de São José dos Campos e Santos. “Ele também é citado como referência no Programa Fome Zero”, diz o coordenador.

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