Cultura

Lei regulamenta funcionamento da Ub

Da Redação
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A Feira de Arte e Artesanato Ubá ganhou regras que disciplinam seu funcionamento. Na última quarta-feira, foi publicada no Diário Oficial do Município a lei de número 4.958, que formaliza a criação da Ubá.

Aprovado pelo prefeito municipal de Bauru, Nilson Costa (PTB) o decreto regulamenta critérios como a divulgação e comercialização dos produtos artesanais, freqüência dos expositores, locais, dias e horários de funcionamento da feira.

Coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC), a Ubá teve sua primeira edição realizada em 17 de dezembro de 2001. Com o objetivo de proporcionar um intercâmbio entre a arte e o artesanato local e a população de Bauru, o evento é realizado tradicionalmente aos domingos, contando com uma edição por mês.

Com cerca de 200 expositores cadastrados, a feira leva para o Parque Vitória Régia trabalhos artesanais produzidos por artesãos, artistas plásticos e culinaristas. Além dos produtos artesanais, a Ubá abre espaço para que grupos artísticos locais possam mostrar seus trabalhos.

Corais, shows de MPB, dança de rua, grupos de cultura caipira e espetáculos teatrais são algumas atrações que já passaram pela feira.

O constante sucesso da Ubá - que já reuniu mais de 10 mil visitantes durante este ano -, fez com que a SMC, juntamente com uma comissão formada pelos representantes dos expositores, se preocupasse ainda mais com a organização e a estrutura de seu funcionamento.

O secretário municipal de Cultura, Sérgio Losnak, explica que a lei de criação da Ubá estabelece critérios específicos. Entre as principais normas do decreto, ficou estabelecido que o funcionamento da feira será gerenciado pelo SMC, em parceria com o Conselho Gestor, empossado na última terça-feira.

Além disso, a lei fixou que a Ubá funcionará aos segundos domingos de cada mês, sempre no Parque Vitória Régia, das 9h às 18h. “É uma regulamentação bastante criteriosa para que a lei seja normatizada e não ande por outros caminhos”, detalha Losnak.

As normas estabelecem que os artistas que participam da feira devem estar devidamente credenciados. Para participar da Ubá, os artistas plásticos, culinaristas e artesãos devem passar por uma avaliação técnica da SMC para comprovar sua habilidade e também a qualidade do seu trabalho.

“Nós temos um convênio com Superitendência do Trabalho Artesanal (Sutaco), que realiza uma radiografia do trabalho do artesão”, aponta o secretário de Cultura. Na sua opinião, a lei de criação da Ubá contribui para que a feira se consolide como um evento cultural na cidade.

“Nós acreditamos que uma feira de artesanato deve passar pela diversidade, qualidade e preço dos produtos. Muitas vezes, o artesão pode até não vender na feira, mas ela é uma vitrine de divulgação do seu trabalho”, observa Losnak.

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Conselho gestor

A lei de criação da Feira de Arte e Artesanato Ubá estabeleceu a formação de um conselho gestor, que deverá coordenar as regras de funcionamento da feira. Composto por representantes das áreas de artesanato, artes plásticas e culinária, o conselho possui seis membros eleitos pelos expositores credenciados da Ubá.

Juntamente com outros três representantes da SMC - Ariane Ribeiro dos Santos, Cris Jardim e Cássia Zampieri -, o primeiro conselho gestor da Ubá tomou posse na última terça à noite, no auditório “Helvécio de Barros”, no Centro Cultural de Bauru.

Na área de artesanato, foram escolhidos quatro artistas: Vilma Aparecida Navarro, Aparecida de Oliveira, Juscelina Batista dos Santos e Gilson de Souza Figueiredo. Na modalidade de comidas típicas, a responsável é Maria Ferreira Frutuoso e nas artes plásticas, Rosa Iwasa.

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