Esse é o valor do escândalo do “Banestado”. Esse é também o valor que o FMI emprestou ao Brasil. O Senado Federal reuniu as assinaturas necessárias para a instalação de uma CPI. Não foi instalada porque 12 senadores retiraram suas assinaturas, arrependeram-se. A Câmara dos Deputados diz que vai instalar uma CPI para apurar esse caso do Banestado. Só vendo para crer. Os coveiros já estão de prontidão para enterrá-la, mesmo sem ter sido instalada. É evidente que uma CPI dessa ordem vai envolver quebra de sigilo fiscal, telefônico, bancário e certamente centenas de nomes serão envolvidos nessa remessa para o Exterior (ladrões e traidores da Pátria). Os fiscais do Rio de Janeiro que roubaram US$ 30 milhões, aquele ladrão inglês que roubou o trem pagador na Inglaterra, a advogada que roubou o INSS, o juiz Lalau, são verdadeiros “pés-de-chinelo” perto desses assaltantes que estão envolvidos nessa caso do Banestado. O censor Apio Cláudio foi acusado de “oclocracia”, o oposto de “aristocracia”, degredando o Senado Romano. “Oclo”, que está embaixo, inferior. Com certeza, em nosso Senado temos diversos senadores atacados de “oclo”. Se os incluíssemos em julgamento de valores, seriam facilmente condenados por “oclocracia” por serem inferiores. US$ 30 milhões não são nada, deixa pra lá. Se a Câmara dos Deputados não instalar essa CPI porque pode envolver cunhados, tios, sobrinhos, primos, genros de deputados e até mesmo alguns deputados, segue minha sugestão: que essa CPI seja instalada pela Câmara de Bauru, aí eu garanto que tudo será apurado, e muito bem apurado. Só resta essa esperança, porque a nossa Câmara é merecedora hoje do mais alto respeito e elevada consideração, é confiável, salvo raras exceções. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)
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