A equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) esclareceu ontem dois homicídios ocorridos no mês passado em Bauru. Em um deles, registrado no dia 20, ficou caracterizado que estava relacionado com o tráfico de entorpecentes. O outro homicídio foi praticado por um menor de 17 anos, que já está recolhido na Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem).
O segurança Ricardo Policarpo, 20 anos, foi morto a tiros na noite do dia 20 de maio, no cruzamento das ruas Gustavo Maciel e Presidente Kennedy. Pouco antes de ser morto, ele havia sofrido uma agressão no Calçadão da Batista de Carvalho.
As investigações da DIG verificaram que Policarpo usava entorpecentes e estava envolvido com tráfico. O segurança, segundo a polícia apurou, tinha uma dívida de R$ 1,8 mil com traficantes. Ele chegou a pagar parte da dívida, mas mesmo assim estava jurado de morte.
No dia do crime, no início da noite, Policarpo teria sido agredido por duas pessoas conhecidas por Elton e Ricardo, o “Frangão”. O fato foi registrado no plantão da Delegacia Seccional. No final da noite, a vítima estava no local dos fatos quando se aproximou uma pessoa, posteriormente identificada como Reginaldo Diniz Cirilo, sacou da arma e efetuou os disparos que culminaram com a morte do segurança.
De acordo com as investigações feitas pela DIG, Cirilo é tido como “avião” (pessoa que transporta a droga) dos traficantes. Cirilo, que nega envolvimento no caso, está preso temporariamente por 30 dias.
Elton Ubiratan Cassiano, 28 anos, apontado como mandante do crime, não foi localizado e está sendo procurado pela polícia. De acordo com o titular da DIG, delegado José Jorge Cardia, as investigações continuam objetivando a localização de Cassiano, assim como de Ricardo.
O outro crime esclarecido é o que vitimou Alexassander Branco Pereira, 22 anos, no dia 31 de maio. Ele foi morto com quatro tiros por um adolescente de 17 anos, cujo nome está sendo preservado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. O crime, que aconteceu no Núcleo 9 de Julho, foi motivado por um desentendimento.
A vítima chegou a ser socorrida após os tiros, porém não sobreviveu aos ferimentos. A equipe de investigações da DIG apurou que houve uma briga envolvendo o pai da vítima, Jurandir e seu outro filho, Emerson, que estava embriagado, em um bar. Jurandir teria xingado Emerson e mandado que ele retornasse para sua casa.
A cena foi presenciada pelo adolescente de 17 anos, que teria ido até sua casa onde pegou uma arma e retornou ao local. Emerson, que estava embriagado, teria questionado o menor dizendo se ele havia pego uma arma para matar o seu pai, oportunidade em que foi atingido por uma coronhada na cabeça.
O adolescente teria disparado alguns tiros contra Jurandir, mas não conseguiu atingi-lo. Em seguida, o menor teria se retirado do local. Alexssander foi informado que seu irmão Emerson teria sido atingido por um tiro disparado pelo adolescente. Ele viu o irmão sangrando em função da coronhada e acreditou na versão apresentada por um desconhecido.
Munido de um revólver, Alexssander procurou o menor. Entre eles houve uma discussão que culminou nos quatro tiros e na morte do jovem que nada tinha a ver com o desentendimento inicial. O adolescente acusado do crime confessou a autoria do crime e foi recolhido na Febem, onde está à disposição da Justiça. As armas, usadas pelos envolvidos ainda não foram localizadas.