Política

OAB marca sessão de desagravo contra chefe de gabinete Marsola

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) programou para o dia 27, às 20h, a sessão pública de desagravo dos membros da Comissão de Direitos Humanos da subsecção de Bauru, que afirmam ter sido ofendidos pelo chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal, Antônio Sérgio Marsola.

Em março de 2001, a comissão entrou com uma representação na Justiça com o objetivo de apurar a responsabilidade da prefeitura pelas mortes das irmãs Eliane Costa e Viviane Cristina Costa. O carro em que elas estavam caiu em um buraco. Na época, Marsola chegou a dizer que pessoas com interesses políticos estariam utilizando o nome da OAB para explorar tais assuntos. Ele chegou a citar o advogado Sandro Luiz Fernandes, que havia sido candidato a vereador.

As declarações fizeram com que a comissão entrasse com o pedido de desagravo. O caso foi apurado pela Secção de São Paulo da OAB. Um membro da entidade virá a Bauru e fará um discurso defendendo os advogados e repudiando as acusações que eles sofreram.

Fernandes comemora a decisão. “Eu a recebi com muita alegria. No momento em que estávamos denunciando situações gravíssimas, fomos atacados de maneira desleal”, afirma.

Além dele, os outros advogados que terão direito ao desagravo são Almyr Basílio, Cláudio José Amaral Bahia, Gilberto Truijo, Hudson Ricardo da Silva, Luiz Fernando Bernardes e Michel de Souza Brandão.

Para Fernandes, será uma oportunidade para se homenagear as vítimas do acidente. “Convidamos os familiares delas e todas as pessoas que se sentiram ofendidas para participarem da sessão”, declara.

Antônio Sérgio Marsola diz que recebeu a notícia sobre o desagravo com naturalidade. “Eu a acatarei, embora acredite que não cometi nenhuma ofensa contra a instituição. Durante o processo, eu fui até lá e dei as minhas explicações”, revela.

O chefe de Gabinete não precisará acompanhar a sessão, mas até cogita a possibilidade de estar presente. “Ainda não recebi a notificação, mas se for convidado e, dependendo da minha programação, irei sim”, diz.

Fernandes afirma que o desagravo encerra o caso. “Mas não coloca um ponto final na inoperância da administração. Esse tipo de ofensa pública nos estimula e nos fortalece”, defende.

Comentários

Comentários