Economia & Negócios

Lojistas têm prazo para liberar Savoy

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Três anos após o início das negociações para a construção de um megashopping do Grupo Savoy em Bauru, a Prefeitura Municipal decidiu dar um prazo de 15 dias para que 13 condôminos do Bauru Shopping - que faz parte do empreendimento - assinem a escritura de concessão da área destinada à construção.

O Grupo Savoy, proprietário de vários empreendimentos do tipo no País, pretende interligar o shopping ao hipermercado Wal-Mart num projeto de 48 mil metros quadrados e investimento de R$ 80 milhões.

Os 13 condôminos, que representam cerca de 10% do total do shopping, receberam notificação para efetuar a assinatura de concessão em 15 dias. Só com a aprovação unânime dos condôminos do Bauru Shopping a obra pode ser iniciada. Em comunicado publicado na página 3 do JC de hoje, assinado pelo prefeito Nilson Costa (PTB) e pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, apela-se para o bom senso dos que ainda não assinaram a escritura de concessão.

“Está dependendo só do registro em cartório, e este registro depende de 100% das assinaturas”, explica Rufino, que assina a notificação junto com Nilson Costa.

Rufino não quis entrar em detalhes sobre os motivos alegados por esse grupo de condôminos para não assinar a escritura. “Não queremos discutir o mérito da questão dessas assinaturas. Respeitamos o direito de propriedade de cada um, o direito de ir e vir, o direito de sim ou não”, diz o secretário. E completa: “Nós queremos que eles entendam que a cidade está fazendo um apelo.”

De acordo com ele, a prefeitura pretende tomar medidas judiciais se vencer o prazo de 15 dias sem todas as assinaturas. “Há a possibilidade de entrar com uma ação de extinção de condomínio e, uma vez com essa ação impetrada, haveria uma avaliação judicial e, em seguida, até a quitação em leilão”, afirma o secretário.

Rufino considera, no entanto, que a via judicial seria prejudicial à cidade, pois poderia atrasar em mais de um ano o ínicio das obras. “Se houver consenso dos condôminos, essa obra é para já”, diz. E reitera: “Enquanto 100% não se manifestar, é evidente que essa obra não sai”.

Ainda de acordo com Rufino, o Grupo Savoy teria garantido que, mesmo sem a concessão dos condôminos, será construído um megashopping unido ao Wal-Mart, porém, do lado oposto ao do Bauru Shopping. Ele afirma que o advogado do grupo estaria à disposição para esclarecer dúvidas e dar soluções aos 13 condôminos. “Se existe alguma dúvida, vamos ver onde ela está e esclarecer”, declara o secretário.

Projeto

O anteprojeto do megashopping prevê a ligação do Bauru Shopping ao Wal-Mart por meio de um anexo com dois pavimentos. No primeiro piso, serão instaladas grandes lojas de departamento, e no segundo, sete salas de cinema da rede Cinemark e praça de alimentação.

Ao lado do Wal-Mart estaria confirmada a instalação de uma loja de 18 mil metros quadrados de artigos para o lar, de decoração e eletrodomésticos. Também está reservada uma área ainda maior para a construção de uma megaloja de materiais de construção. No total, segundo Rufino, o projeto engloba cerca de 150 mil metros quadrados.

De acordo com o secretário, se a prefeitura e o Grupo Savoy obtiverem 100% das assinaturas dos condôminos do Bauru Shopping, a conclusão da primeira fase da obra levará pelo menos um ano. Rufino estima que o megashopping criará mais de 2 mil empregos e atrairá consumidores de cidades num raio de 200 quilômetros.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a diretoria do Savoy ou algum representante dos condôminos do shopping.

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