Representações de grupos sociais e empresariais do País estão se batendo para que sejam eliminadas urgentemente as injustiças que pesam sobre o nosso modelo econômico, considerando que a problemática afeta, além de múltiplos campos, a plena democratização nacional, cuja conquista, como tantas outras, exige recursos financeiros vivos e, portanto, não fica a preço módico para a população, notadamente a deste País, cuja maioria é notoriamente pobre. Nota-se, por isso, que os porta-vozes de múltiplas camadas setoriais não sufocam suas opiniões a respeito e, sempre que oportuno, como agora, tendo ao lado um governo novo, manifestam-se alacremente no sentido de sua solução, tendo em vista que a sua prática, honesta e civilizada quanto possa, não pode continuar condicionada ao terror dos números mal dirigidos e pessimamente digeridos da economia vigente. Empenham-se, conseqüentemente, pela imediata elaboração de um novo “pacote”, que aponte melhores rumos em seus caminhos. Gestões têm sido efetuadas, a propósito, junto a influentes figuras da esfera político-administrativa - executivas e legislativas - no que estão absolutamente certos, uma vez que para qualquer modificação que se queira fazer no atual modelo terão os poderes competentes de recorrer a trâmites afins, uma vez que economia e política, fundamentalmente, têm de andar juntas, dir-se-ia de mãos dadas ou intimamente abraçadas. A influência de uma com outra é significativa, convindo-se, portanto, que o trato dos seus liames constitui a base sobre a qual se assenta toda a estrutura social do nosso e dos demais países, tendo por conseguinte de se atrelar e afinar política e economia num casamento bem harmonioso. Não se admire, enfim, que a luta pela associação de um modelo econômico às entranhas da política obrigue a ser levada até às últimas consequências, denominadas de integral democratização do País, coisa que não pode acontecer com apenas a outorga de determinados direitos civis à população, mas, essencialmente, de todas as potencialidades econômico-financeiras em si, com fatores positivos que possibilitem aos conglomerados sociais, sofredores das consequências do atual modelo, encontrarem os meios que há tempos lhes faltam para obterem melhor qualidade de vida. Não se tenha em conta que a reforma econômica, em cogitação, possa oferecer frutos independentes da reforma política. Ambas, se não puderem casar-se no cartório das exigências da Nação, que convivam então como irmãs siamesas e que, conseqüentemente, uma possa ensinar à outra como chegarem juntas a porto seguro. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade