Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Selic

Muito tem se falado, através dos meios de comunicação, sobre a taxa Selic, principalmente após a última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), que decidiu pela redução da mesma em meio ponto percentual - passando de 26,5% ao ano para 26%. Contudo, muitas pessoas ainda não sabem exatamente no que consiste esta taxa e o que acontece com a sua redução. Primeiramente, Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Esta é a taxa básica de juros da economia brasileira.

• Segurança

Este sistema especial foi criado em 1979 pelo Banco Central e pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima) com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos. Basicamente, o Selic consiste num sistema eletrônico que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras, assegurando um controle maior sobre as reservas bancárias. A taxa de mesmo nome também identifica a taxa de juros que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos.

• Juros

Quando os juros sofrem uma redução, o banco Central diminui a atratividade do investimento em títulos da dívida pública. Isso faz com que comece a “sobrar” um pouco mais de dinheiro no mercado financeiro para viabilizar investimentos que ofereçam um retorno maior do que o pago pelo governo. É por isso que os empresários - como se tem visto muito ultimamente - pedem insistentemente o corte nas taxas: eles querem viabilizar investimentos.

• Reflexos

Já no mercado financeiro, normalmente os principais reflexos das reduções da taxa de juros ocorrem na migração de recursos para a Bolsa de Valores e para moedas. Também é por esse motivo que as Bolsas em Wall Street sobem ao menor sinal do Federal Reserve de que os juros possam cair. Quando o juro sobe, o resultado é o inverso deste. Isso ocorre porque o investimento em dívida “suga” o dinheiro que serviria para financiar o setor produtivo.

• Taxa básica

Além disso, com a alta dos juros ocorre a retirada de dinheiro do câmbio de moedas e do mercado acionário. Mas qual a razão disso, pode se perguntar o “cidadão comum? Porque ninguém vai correr riscos com ações se tem o rendimento garantido com papéis de títulos públicos. A Selic tem todas essas influências justamente porque é considerada a taxa básica, e em função disso, é usada em operações entre bancos. Conseqüentemente, tem influência sobre os juros de toda a economia brasileira.

• Referencial

Outra expressão que lê-se nos jornais com certa freqüência, e que ainda menos pessoas entendem, é a taxa referencial Selic. Para saber a razão dela existir é preciso voltar um pouquinho no tempo. No dia 4 de março de 1999, o Banco Central extinguiu o sistema de bandas de juros, que havia sido criado em 1996. O governo, por sua vez, passou a utilizar apenas uma taxa para sinalizar os juros de toda a economia. Então, foi criada a taxa referencial Selic.

• Meta

A Selic é uma espécie de teto para os juros pagos pelos bancos nos depósitos a prazo. A partir dela, os bancos também definem quanto cobram em empréstimos para empresas e pessoas físicas. A meta da taxa Selic é definida em reuniões mensais do Copom, que consiste em um colegiado formado por diretores do Banco Central - com direito a voto -, assessores e chefes de departamento da instituição.

• Eficiência

Através do sistema denominado Selic, títulos e cheques foram substituídos por simples registros eletrônicos. Isso possibilitou a geração de ganhos em eficiência e agilidade, já que as operações são fechadas no mesmo dia em que se realizam. Além disso, o sistema passou a garantir que, em caso de inadimplência de qualquer das partes, a operação não se concretiza. Atualmente, este sistema movimenta mais de R$ 100 bilhões no mercado diariamente.

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