Bairros

Presença de psicólogo é importante nos bairros

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) tem como meta atender também os problemas psicológicos da população com um trabalho feito por uma equipe multidisciplinar. A informação é da secretária interina da pasta, Maria Inês Garcia Bini.

“É muito importante o trabalho da equipe. Não adianta ter só o assistente social. Tem que ter também o psicólogo para trabalhar toda a questão de elevação da auto-estima, de problemas específicos que eles enfrentam”, explica.

Maria Inês enfatiza que não adianta focar somente o social quando um problema psicológico decorrente da necessidade social já se instalou.

Por isso, os programas devem ser trabalhados de forma integrada, com equipe completa - assistente social, psicólogo e pedagogo. Também é necessário estar ligado a núcleos de saúde devido a eventual necessidade de médico. Sozinho, o profissional de assistência social não consegue resolver todos os problemas.

“É uma realidade. Existe a necessidade de trabalhar também o emocional. Muitas vezes, devido a tantos problemas sociais e econômicos, as pessoas acabam também tendo um problema psicológico. Cada profissional deve atuar na sua área para que o todo seja resolvido”, expõe a secretária.

A região do Núcleo Fortunato Rocha Lima é atendida pelo Núcleo de Apoio Sócio-Familiar (NAF) do Parque Jaraguá. Maria Inês afirma que os NAFs oferecem também orientação jurídica a famílias que têm necessidade de, por exemplo, requisitar pensão alimentícia ou legalizar separação do casal.

“É preciso de advogado na equipe. Quando não há. É necessário procurar recurso na comunidade para atuar em conjunto”, afirma Maria Inês.

A secretária conta que muitos usuários dos NAFs apresentam resistência ao primeiro atendimento com psicólogo porque acreditam que o serviço é destinado a deficientes mentais. O profissional, portanto, tem que utilizar técnicas para que o paciente entenda a necessidade do atendimento.

“Na maioria das vezes, eles não têm consciência da necessidade. Mas, a partir do momento em que começa a intervenção do assistente social, eles começam a entender a necessidade de passar por uma conversa com a psicóloga”, diz Maria Inês.

A demanda de atendimento psicológico na Sebes é grande, mas a secretária afirma que todas as pessoas são atendidas. Os usuários são agendados e podem ser trabalhados não apenas individualmente, mas também em grupos, palestras ou cursos.

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