As empresas, mormente bancos, ligados ou não ao capital estrangeiro, atualmente estão alienando seus ativos fixos (imóveis) no Brasil e, com o apurado, juntam aos elevados lucros e investem no Exterior. Parte fica por lá mesmo e outra é aplicada na aquisição de tecnologia, adquirindo equipamentos sofisticados da mais alta potência cibernética e ou robótica e os colocando à disposição do seu público (clientela), eliminando, destarte, a mão-de-obra (empregados). Com isso, as máquinas vão substituindo os homens e estes, em se tornando desempregados, passam a fazer parte de uma “elite” até então desconhecida pelos tecnocratas (se as conhecem, fazem ouvido mouco): “Malabarismo no viver sem comer”. Seus compromissos não são mais cumpridos. A educação dos seus fica ao léo. A saúde, idem. E a família ibidem. Sem trabalho, sem ganho e sem oriente, os homens que fazem parte dessa seleta “elite” partem em busca de rumos nem sempre recomendáveis, pois promessa e esperança não matam a fome, não oferecem emprego, mas, em compensação, causam apreensão, depressão e desespero. Como vislumbrar um futuro para si e para os seus? Daí tudo se inicia: O homem começa a disputar espaço na prostituição, nas drogas e até no lixo. Já nesse “habitat”, ele se vende e torna-se desonesto. É claro e evidente que para toda regra há exceção. Entra ano e sai ano e os políticos continuam prometendo e nada fazendo. Inertes, assistem toda desgraça. O homem não vê uma saída. A saída indica que para ele é o começo do fim. Vai ficar à mercê da benevolência desse mesmo povo que também sofre. Tudo isto é realismo. Reflexão para todos. (Elpídio Cristino Lima - RG 3.214.189).
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