Ah, esses políticos e esses eternos rearranjos feitos para acomodação ou aquietação. Tudo era para ser tão diferente, mas eles insistem em propagar que não existe outro jeito. Mesmo não querendo, são praticamente obrigados a agir dessa forma. Tenho dó deles, mas na verdade o que não querem de jeito nenhum é perder a santa e lucrativa boquinha, a eterna teta, que nunca seca. E para isso, quando pegos de surpresa, são obrigados a usarem frases das mais variadas, numa eterna tentativa de justificarem seus atos, nem sempre muito claros. Coletei algumas dessas frases e se o político de sua preferência anda falando algumas delas, comece a desconfiar, pois por trás de cada uma dessas falas tem sempre algo oculto. Vamos a elas:
- Minha vida é um livro aberto.
- Estou falando a mais pura verdade.
- Mas eu não sabia de nada disso. Como é possível?
- O papel é meu, a assinatura é minha, mas juro que nada sei desse documento.
- Aqui dessa boca não sai mentira de jeito nenhum.
- Eu não prometi nada e não sou político. Estou político.
- Não acreditem em nada disso, peço que continuem confiando em mim.
- É dando que se recebe.
- Nunca liguei para dinheiro, veja meu estado lamentável.
- Honestidade igual a minha, só Jesus Cristo.
- Trabalho 24 horas por dia, sou um incansável.
- Eu assinava sem ler, pois confiava cegamente nos outros.
- Não tenho nada com isso, pois estava ali de passagem.
- Eu não queria agir assim, mas fui forçado pelas circunstâncias.
- Eu não falava sério quando disse aquilo, naquela gravação que me fizeram.
Na verdade, o que todos são, santos. Santos do pau oco. (Henrique Perazzi de Aquino - RG. 9.710.205-2)