Economia & Negócios

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Álcool

A previsão para a safra 2003/2004 de álcool é de crescimento de 1,5 bilhão de litros, o que significa 13% a mais que o resultado obtido na safra anterior. Com o aumento da oferta, estima-se que os preços do produto comercializado nos postos de combustíveis seja contido. A previsão foi anunciada pelo presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho. Com isso, fica mantido o compromisso assumido com o governo federal para a contenção do aumento de preços.

Consumo

Fazia parte do acordo firmado entre governo e os usineiros a determinação do aumento da porcentagem de álcool anidro na gasolina para 25% e a liberação de recursos para financiamentos de estoques durante a safra. A expectativa de Carvalho é de que, além do aumento do consumo de álcool combustível no País, haja também uma retomada dos esforços para a exportação do produto. Se confirmada, a previsão é uma boa notícia para os proprietários de carro a álcool e para o País, que pode aumentar suas divisas com a exportação do produto.

A cobrar

Ligação a cobrar será como chamada normal. Sim, é isso mesmo. Os novos contratos de concessão de telefonia fixa, finalizados na semana passada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), estabelecem uma série de benefícios para o consumidor, como a equiparação da ligação a cobrar com uma chamada normal. Atualmente a tarifa é maior, tomando como referência ligações de longa distância.

Novos contratos

A partir de janeiro de 2006, quem costuma receber muitos telefonemas a cobrar poderá ter um alívio no valor da conta. É que a partir desta data, ao receber uma ligação a cobrar a pessoa a cobrança será feita como se estivesse ligando para outra pessoa. Segundo os contratos de telefonia fixa, as concessionárias também ficam obrigadas a manter um local de atendimento (loja ou semelhante) em cada município de sua área de atuação.

Mudanças

Essas lojas deverão respeitar o mínimo de um ponto para cada 200 mil habitantes, com distância não superior à 30 quilômetros entre um e outro. Outra mudança prevista beneficiará os inadimplentes. Após janeiro de 2006, as concessionárias não poderão cobrar a assinatura mensal dos telefones que estiverem fora de serviço por falta de pagamento. Nos próximos contratos, os pulsos também darão lugar a cobranças por minuto, cuja regulamentação será feita pela Anatel.

Sem conflito

Para o presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, não há conflito entre os novos contratos e o decreto presidencial que institui a nova política de telecomunicações. O Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) foi a alternativa encontrada pela agência para a idéia do ministro das Comunicações, Miro Teixeira, de criar uma empresa fictícia com metas “ideais” para estimular a concorrência no mercado de telefonia fixa. A opinião do governo é de que há monopólio no setor.

Revenda

Uma das propostas do governo prevê a possibilidade de revenda de serviços. Neste caso, uma empresa poderia comprar uma cesta de serviços da Telefonica e vendê-la para consumidores a preços mais acessíveis, por exemplo. O problema é que essas novas empresas não teriam as mesmas obrigações das concessionárias públicas, e isso abriria a possibilidade de uma empresa utilizar a estrutura da outra, que cobra pelo uso.

Competição

Outra sugestão para o PGMC é a de estabelecer regras claras para tornar esse mecanismo mais competitivo, justamente o que a Agência Nacional de Telecomunicações quer. Mas também neste ponto esbarra-se na “choradeira” das concessionárias dos serviços de telefonia, que reclamam que a estrutura montada por elas só existe devido a vultosos investimentos feitos nos últimos anos e que isso deveria ser levado em conta na negociação.

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