Foi apresentado ontem à Câmara Municipal de Bauru um projeto de lei que instituiria o “passe-gestante” na cidade. O projeto, de autoria da vereadora Catarina Carvalho Teixeira (PFL), forneceria passagens do sistema de transporte coletivo de Bauru a mulheres grávidas desempregadas ou com renda mensal de até um salário mínimo. “O projeto de lei tem a intenção de amparar as gestante carentes do Município, uma vez que as mesmas necessitam realizar visitas mensais ao médico durante o período do pré-natal”, afirma a vereadora, em nota divulgada à imprensa.
De acordo com a assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), uma maior quantidade de pessoas andando de ônibus gratuitamente significa um aumento no déficit da Câmara de Compensação Tarifária. Ou seja, se o custo do sistema de transportes torna-se maior do que o número de usuários pagantes, cria-se uma dívida, e uma das maneiras de saná-la é aumentar o preço da passagem, informou a Emdurb.
Por outro lado, os moradores, e principalmente as gestantes, aprovaram o projeto. “Eu acho uma bela iniciativa, pois vai facilitar as idas ao médico durante a gestação, principalmente para quem tem renda baixa. E outra: a gestação é um estado temporário, as mulheres só vão usufruir do passe grátis durante os nove meses”, diz a secretária Roberta dos Santos, que está grávida de sete meses.