Economia & Negócios

Água mineral receberá um selo de qualidade em Bauru

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A partir de amanhã, a Associação de Distribuidores de Água Mineral de Bauru e Região (Adambar) vai fornecer um selo de garantia de qualidade aos distribuidores associados. O objetivo é combater a ilegalidade no setor, hoje estimada pelo presidente da associação, Osmar Guerrero Nunes, em 70% do total de pontos de venda em Bauru.

O selo, que será lançado hoje, deverá ser conferido a cerca de 20 associados. De acordo com o presidente da Adambar, foram confeccionados 50 mil selos, o suficiente para suprir o consumo médio de um mês na cidade.

Para receber o certificado de qualidade, o distribuidor precisa estar adequado aos padrões mínimos exigidos pela Vigilância Sanitária, como armazenamento sobre estrados, sem exposição à luz e ao calor do sol e longe de produtos como gás de cozinha. “Gás junto com água não pode. Teria que ter um local completamente separado”, afirma o presidente da associação.

Os garrafões de 20 litros e 10 litros receberão o selo de qualidade, que é numerado, entre a tampa e o lacre. Nunes afirma que o custo unitário de cada selo é de R$ 0,01, o que não vai acarretar aumento no preço da água. As lojas terão banners indicativos.

Segundo Nunes, além do desrespeito às normas exigidas, é comum encontrar pontos de venda em Bauru sem firma aberta. O comércio clandestino, diz ele, é feito em quintais e garagens de casa, em depósitos de gás ou até mesmo na rua. “A gente vai começar o trabalho para ver se sensibiliza quem não está regularizado a se legalizar”, afirma. E completa: “Você encontra casos escandalosos.”

De acordo com o presidente da Adambar, os distribuidores que receberem o selo serão fiscalizados mensalmente por uma equipe da associação. Mesmo a entrega da água será avaliada: os funcionários deverão estar uniformizados e identificados.

Nunes afirma que a intenção da Adambar é verificar as condições de armazenamento, manuseio e entrega principalmente nos pequenos distribuidores. “Os pontos pequenos é que vão merecer um pouco mais de atenção”, diz.

Levantamento

A Adambar, em parceria com a Vigilância Sanitária, também pretende fechar em breve um levantamento dos pontos de venda de água em Bauru. Segundo Nunes, foram registrados até agora 80 distribuidores, mas segundo ele, esse número não chega nem à metade do total. Pelo menos dez pontos faziam a venda junto com gás de cozinha.

“Nós não sabemos quanta água se vende hoje em Bauru. Ninguém sabe”, revela o presidente da Adambar. Para Nunes, porém, a melhor “arma” de combate à clandestinidade no setor é a decisão do consumidor. Segundo ele, para começar a vender água mineral em casa é muito barato: com pouco mais de R$ 100,00, é possível tornar-se um “empresário” do setor.

De acordo com Nunes, o consumidor deve se recusar a comprar água mineral a um preço muito mais baixo do que o praticado no mercado - cerca de R$ 4,00 por um garrafão de 20 litros. “Quem tem um preço muito diferente é porque está totalmente ilegal”, declara.

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