Articulistas

Sexo pré-nupcial!


| Tempo de leitura: 2 min

A modernidade, que mudou e continua a fazê-lo em tudo ou quase tudo que a humanidade tem à sua disposição, não podia deixar de mexer também com o comportamento social, familiar e individual dos viventes deste trepidante século, realmente revolucionário. Não podia mesmo, como se observa claramente em todos os ambientes. E, nessa totalizante mexida, de maneira nenhuma ela se permitiria deixar de modificar, igualmente, a postura e, a partir daí, todas as atividades das pessoas em geral, as quais, não obstante perfeitamente educadas para isto, entendem poder fazer aquilo, sem receio de maiores resistências dos que as contornem, estando aí para confirmar pais, filhos e amigos. Figura no contexto uma infinidade de seres, de ambos os sexos, que não medem evidentemente suas responsabilidades sociais. Vêm ao caso os tipos de relacionamentos adotados por namorados antes do noivado e dos noivos antes do casamento...

Em épocas priscas, ou seja, enquanto o modernismo ainda dormia o sono profundo da integridade física, era incólume (são e salvo) o comportamento reciprocamente respeitoso da juventude na esfera sexual. Raramente, então, os genitores eram informados de que a filha solteira já não estava virgem ou de que o filho tinha atentado contra a virgindade da vizinha ou da coleguinha da escola. Então, as jovens subiam as santíssimas rampas dos altares com vestidos, véus e grinaldas, tudo branquinho e sem o menor desdouro... Os novos tempos, contudo, passaram a rejeitar tudo isso, pois hoje a maioria das relações sexuais antes do casamento tornou-se praxe, havendo noivas que se consorciam já com longa experiência de sexualidade, enquanto outras até se apresentam grávidas, com o primogênito chutando-lhes o dilatado útero por considerarem as moças que já conquistaram sua independência social e familiar e não têm por que se preocupar com os naturais desgostos e tristezas dos pais e irmãos e com as críticas maliciosas das amigas. Sabe-se de “mães moderninhas” que, além de não discordarem das antecipações sexuais das filhas, porque isso “está na moda”, colocam elas mesmas pílulas nas bolsinhas das meninas, em vez de lhes ensinar como viver o amor, honesto e verdadeiro, sem distorções irresponsáveis, tudo alicerçado no respeito, no equilíbrio emocional e na correta partilha da educação moral, os quais, “praticados conscientemente, têm condições de restituir a normalidade ao mundo e humanizar o temperamento das pessoas”. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

Comentários

Comentários