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Alunos da Unesp tomam prédio do GAC

Da Redação
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Os estudantes que ocupavam uma sala de aula da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru mudaram-se ontem para o futuro prédio do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC). Eles estão acampados há 63 dias na universidade, e reivindicam a construção de um alojamento estudantil em Bauru.

A mudança de ontem foi motivada pelo anúncio de que a construção da moradia não estaria na pauta da reunião do Conselho Universitário, que será realizada hoje em Jaboticabal. O conselho é a instância máxima da instituição e para que a criação do alojamento seja aprovada, dois terços dos 67 membros precisam votar favoravelmente.

“Estamos há mais de 60 dias com a promessa da inclusão da nossa reivindicação na pauta do conselho. Ficamos sabendo dessa intransigência e resolvemos aumentar nossa pressão mudando para o novo prédio da administração”, explica Marcelo Ubiali, aluno de psicologia.

O presidente do GAC, José Brás Barreto, afirma que conversou com os universitários e explicou que a inclusão da reivindicação será solicitada na reunião de hoje. “Foi uma decisão precipitada, pois eles sabem que nós vamos tentar incluir a discussão na pauta. Além disso, o prédio (para onde os alunos se mudaram) não tem condições de abrigá-los. Não tem eletricidade”, diz Barreto.

Ubiali conta que a eletricidade no prédio foi desligada durante a tarde de ontem, sob a alegação de que ainda estaria instalada precariamente. “É por isso que fizemos uma fogueira. Mas amanhã (hoje) vamos tentar conversar para religarem a energia”, diz.

Ontem à noite, os alunos ainda não haviam arrumado todos os móveis e objetos dentro do novo prédio. Havia alguns colchões e um sofá do lado de fora das salas. No entanto, eles mostraram-se animados com o fato do novo acampamento possuir banheiros próprios. “Usamos os vestiários do anfiteatro para tomar banho, mas este prédio tem banheiros funcionando”, conta Ubiali.

De acordo com os acampados, são cerca de 40 alunos revezando-se para não deixar a sala vazia. Destes, mais de dez já estariam morando definitivamente no câmpus, e outros estão apenas esperando seus contratos de moradia vencerem para mudar-se de vez para o prédio.

Mesmo com a início do período de férias em julho, os estudantes afirmam que não abandonarão o acampamento. “Existe uma grade de permanência já montada e preenchida, uma escala. Vamos nos revezar para que o prédio não fique vazio em momento algum”, explica Ubiali.

A aluna de educação artística Cláudia Carnevskis defende a posição dos estudantes acampados alegando que a principal preocupação são os universitários que não conseguiram chegar até onde eles estão. “Nossa luta não é só para a gente. Queremos garantir que as pessoas que não conseguem se manter em Bauru consigam ficar. A falta de um alojamento tira o direito do pobre de estudar numa universidade pública”, diz.

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