Tribuna do Leitor

Bom exemplo


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O segmento de distribuição de combustíveis em nossa cidade apresenta um comportamento bem interessante e que vale a pena dar uma olhadela mais observadora. Há algumas semanas o preço da gasolina comum estava com seu preço “tabelado”, para não dizer oligopolizado, em R$ 2,19 o litro. O sindicato que representa os postos ficou quieto e nada falou. Recentemente, o valor do litro baixou para R$ 1,679, um indiscutível benefício econômico para o consumidor, e o mesmo sindicato sai acusando as distribuidoras de “dumping” e representando no Ministério Público. Se o sindicato tem toda essa preocupação com o público consumidor, uma sugestão: divulgue para toda a imprensa e afixe em comunicação garrafal nos postos, todos aqueles que têm bombas lacradas pela ANP e MP por comercializarem combustíveis fora da especificação, com solventes, derivados de borracha, excesso de álcool e água. Estará assim prestado um inestimável serviço aos bons profissionais da categoria, valorizando-os e separando o joio do trigo e beneficiando a população que saberia identificar facilmente os bons postos. Na fase atual dessa “guerra” é digno de registro o comportamento do comerciante Robson Costa, proprietário do Posto Ipiranga 3P, localizado na av. Rodrigues Alves com av. Nações Unidas e rua Saint Martin. Com as boas vendas de domingo, 22/6/03, o Posto ficou sem gasolina comum na parte da manhã de segunda-feira. Como tinha disponível gasolina aditivada, mandou vender esse produto ao preço de gasolina comum (R$ 1,679). Além do lado “marketing” e visão empresarial da atitude buscando fidelizar clientes, fica também evidente a preocupação em servir e atender o cliente, principal razão de existir de um estabelecimento comercial. Um bom exemplo para reflexão de um sindicato. (Christopher Davies - engenheiro agrônomo - RG 8.739.141)

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