Tribuna do Leitor

As mãos que tocam 'perto do coração'


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As festas juninas em nossa cidade, neste ano, através de Entidades Comunitárias e Escolas (Interativo, Fênix, Liceu, USC e outras) tem apresentado uma beleza toda especial, realçadas sobremaneira pela participação marcante do SESC/Bauru, que nos trouxe a banda Cordel do Fogo Encantado, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Pena Branca, Inezita Barroso e Pereira da Viola, bem como o Cantinho do tropeiro Zé Mira e a mostra “ Mazzaropi - Jeca do Brasil”.

Entre os artistas, todos muito bons, ressaltaremos Inezita Barroso, que emocionou a platéia interpretando alguns clássicos do cancioneiro popular, tais como: “Paineira Velha”, “O Que Tem a Rosa”, “Siriema de Mato Grosso”, “Colcha de Retalhos”, “Lampião de Gás”, “Luar do Sertão”, “Marvada Pinga” “Esta Noite Eu Tive um Sonho”, Cálice Bento”, “Saudades de Matão”, “Mineirinha”, “Sabiá”, “Mundo Moderno” e “Rio de Piracicaba”. Durante o show, observava-se em algumas pessoas (sensibilizados com a magia da interpretação), lágrimas teimosas, mais evidenciadas ainda com a música de João Pacífico “Perto do Coração”, cujo tema fala de violeiros que colam no bojo de sua viola, o “retratinho” de um santo de sua devoção ou de uma pessoa amada. É como uma repetição do encantamento vivenciado pela jornalista Daniela Bochembuzo, em seu artigo “Popular Estelar Arcoverdiana” (JC de 16 Jun 03), “ Já tinha ouvido falar do messianismo de Lirinha, vocalista da banda Cordel do Fogo Encantado. Dizia-se de sua força no palco, olhar cativante e firme, língua ferina e gestual lânguido e rápido: a descrição de um ídolo. Pois bem, o que vi na última sexta-feira no show da banda durante a programação da Festa Junina do Sesc não está muito longe disso. Em pouco mais de 1h30 de apresentação, ao meu lado, uma garota chorava. Mais a frente, um grupo trocava sorrisos por ter compartilhado uma experiência sensorial, entre frases como, sensacional, demais. Exagero? Não, realmente o show surpreende tanto desavisados – como eu – quanto iniciados - e eram muitos!”

Nesse contexto, o Jornal da Cidade, através do jornalista Gustavo Cândido, foi muito feliz ao publicar, além das matérias pertinentes, reportagens de páginas inteiras sobre o Cordel do Fogo Encantado, Mazzaropi (Gênio Caipira), Inezita Barroso (Lenda Viva) e Zé Mira (Tesouro Caipira). Diante do que foi exposto, ficamos felizes ao observar que a cultura caipira, por seu lirismo, ocupa merecido destaque no cenário nacional. (Tito Pereira - CRO/DF-546)

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