A construção da moradia estudantil no câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru só será votada na próxima reunião do Conselho Universitário, em agosto. No encontro de ontem, realizado em Jaboticabal, o assunto não estava na pauta das discussões, mas foi incluído com aprovação unânime dos membros do conselho, de acordo com José Brás Barreto, presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) de Bauru.
“Conseguimos apresentar a discussão e as reivindicações dos estudantes. Agora, o câmpus de Bauru está incluído nos estudos de construção de moradias”, conta Barreto.
Como a discussão foi inserida ontem na pauta da reunião, o conselho só poderá votar o assunto no próximo encontro, em agosto. “Funciona assim mesmo. Quando um assunto é apresentado ao conselho, só pode ser votado no encontro seguinte”, explica o presidente do GAC.
O Conselho Universitário é a instância máxima da instituição, e a aprovação da criação da moradia necessitará dos votos de dois terços dos 67 membros.
Os estudantes, que estão acampados no câmpus de Bauru há 64 dias reivindicando a construção do alojamento, haviam programado uma reunião para ontem à noite, após o final das aulas, para discutirem as decisões do conselho e a possibilidade de continuarem ocupando o novo prédio do GAC. Eles mudaram-se anteontem da sala 1 para o futuro prédio da administração, em protesto contra a retirada do pedido de construção do alojamento da pauta da reunião do conselho.
“A ocupação deles é imprudente, pois o prédio não está apto a receber pessoas com esse fim. Eu espero que os estudantes tenham bom-senso e retirem-se das salas”, pede Barreto. Segundo ele, a posição adotada pelos acampados é equivocada, visto que a administração tentou manter um diálogo aberto até o momento. “Se eles mantiverem a posição de confronto, nós fecharemos este canal de diálogo”, ameaça.