Economia & Negócios

Procon: a cobrança de pulso é principal dúvida

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

A despeito do aumento nas tarifas, cerca de 70% das reclamações feitas junto ao Procon local contra a Telefonica se referem à discordância com o volume de pulsos cobrados.Vale lembrar que a companhia é a campeã de reclamações no órgão de defesa do consumidor.

Segundo o coordenador do órgão em Bauru, Sílvio Orti, os consumidores procuram orientação para obter as ligações locais discriminadas na conta, assim como ocorre com os interurbanos. “Quando o consumidor se sente lesado por aqueles pulsos, nós o orientamos a vir ao Procon e abrir uma reclamação”, diz.

Orti afirma, porém, que há informações de que na maior parte dos países a conta local não é explicitada, o que causa a controvérsia. “O Código de Defesa do Consumidor fala exatamente o contrário”, declara. Segundo ele, o consumidor tem o direito de saber onde e como gastou.

Os casos conflitantes registrados no Procon, de acordo com Orti, chegam à solução por um “caminho intermediário”. A Telefonica instala na residência um telefonógrafo, aparelho que mede os pulsos consumidos durante o período, e o órgão faz uma projeção técnica daquilo que o consumidor gastou.

Apesar da “insatisfação crônica” dos clientes, Orti afirma que quase sempre os pulsos cobrados estão corretos. O problema é que a dúvida do usuário permanece - e a explicitação dos pulsos não terá solução a curto prazo. “Na visão deles (da Telefonica), isso viria a encarecer, haja vista o volume de papéis que seria necessário (para discriminar as ligações locais)”, diz.

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