A 4ª edição da Conferência Municipal de Saúde foi encerrada ontem à tarde com a apresentação e discussão de 295 propostas que incluem desde o atendimento básico até o especializado e passam por temas como campanhas de prevenção, saúde bucal e mental, aids, construção, ampliação e reformas das unidades de saúde, entre outros assuntos.
O evento foi realizado no auditório da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e teve como objetivo definir diretrizes para a elaboração de uma política pública de saúde na cidade. Até o fechamento desta edição, a lista final de propostas ainda não havia sido divulgada.
A votação dos principais pontos da conferência não tinha horário previsto para terminar.
Na pauta de discussão estavam uma variedade muito grande de sugestões, que foram elaboradas pelos participantes da pré-conferência. Na reunião de ontem, os delegados tiveram como missão definir quais dessas sugestões são prioridades para o município.
Entre as propostas estavam, por exemplo, a ampliação do horário de atendimento da Unidade Básica de Saúde nos bairros e a criação de um sistema de agendamento e atendimento que acabem com as filas nas unidades básicas.
De acordo com os organizadores, participaram da conferência cerca de 370 delegados - representantes de instituições governamentais e prestadoras de serviço de saúde públicas e privadas. O número superou as expectativas.
Depois de aprovadas na conferência, as propostas precisam passar ainda pela avaliação do Conselho Municipal de Saúde antes ser implementadas.
A concretização de alguma delas depende também da disponibilidade de verbas, segundo os organizadores do evento.
Saúde da Família
Um dos pontos discutidos e propostos pela conferência do ano passado foi a implantação do Programa de Saúde da Família (PSF) na Pousada da Esperança 1 e 2.
A previsão da Secretaria Municipal da Saúde era iniciar o trabalho da equipe ainda este mês. No entanto, alguns “imprevistos” atrasaram a implementação do programa na data prevista.
De acordo com a secretária Sônia Maria Fiocchi, era necessário construir o núcleo de saúde, que será utilizado pela equipe, dentro da área de abrangência do programa. O local escolhido foi uma casa na Pousada da Esperança 1.
“Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar o imóvel. E depois ele precisou passar por um processo de adaptação”, argumentou a secretária.
Segundo ela, a reforma deve ficar pronta dentro de 10 ou 15 dias. Até lá, os agentes comunitários continuarão com o trabalho de cadastramento dos moradores da região. O serviço está sendo feito em uma sala improvisada na Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) José Romão, na Nova Bauru.
Além dos seis agentes, a equipe do PSF é formada ainda por um médico, um enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem.
Todos já foram contratados e passaram por um processo de capacitação, segundo informou a secretária.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Pousada da Esperança, Natalino Davi da Silva, por duas vezes a secretaria enviou ofício anunciando a inauguração do núcleo de saúde, mas as datas precisaram ser prorrogadas.
“Eu acho que a secretaria tem que ter mais cautela nessa hora”, declarou ele. “Isso acaba frustrando as expectativas dos moradores, que cobram da associação um posicionamento a respeito.”
Apesar da demora, Silva ressalta que o importante é que o programa seja colocado em prática e que traga benefícios aos moradores. O atendimento deve atingir cerca de 1.000 famílias nos dois bairros.
Entre as propostas discutidas ontem na 4ª Conferência Municipal de Saúde, estava a implantação do PSF também na região do Parque Real e Vila Independência.
O objetivo do programa é levar o atendimento médico até a população. O paciente é atendido em casa.
Atualmente, trabalho semelhante está sendo executado nas regiões do Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges, Jardim Godoy e Parque São Geraldo.