Apesar da tecnologia disponível atualmente para economizar tempo, como celular por exemplo, desfrutamos menos a vida, porque a agenda ansiosa está sempre lotada.
Temos mais conhecimentos, porém, devido a necessidade de velocidade nas decisões, somos menos criteriosos. Mesmo termos ganhado mais 30 anos na média de expectativa de vida, nos últimos 100 anos, passamos o dia correndo afoitos como adolescentes.
Considerando que vivemos em comunidade, encontramos dificuldades para cruzar a rua e se relacionar com o vizinho. Dá-se a impressão que estamos invertidos.
Mas, o que mais me preocupa nos dias atuais é o fato da maioria das pessoas não conseguir parar, ficar sem ação, e principalmente praticar o silêncio.
Com todas essas mudanças rápidas acontecendo, se não ter disciplina de sistematicamente se desligar, se silenciar, corre o sério risco de perder a visão de aonde está e muito menos para aonde deve ir.
O silêncio é a comunicação do espírito, que é pura percepção e intuição.
Francisco de Assis passou meses de silêncio nas alturas do Monte Alverne. Paulo de Tarso, após sua conversão em Damasco, retirou-se para os desertos da Arábia, onde permaneceu três anos de solidão. Mahatma Gandhi praticava longos períodos de silêncio.
Procure observar: Todas as coisas da natureza operam silenciosamente. Além de se encontrar, se você pretende também amenizar as dores modernas, como depressão e ansiedade, limpar a mente de pensamentos não positivos do dia a dia, discernir a verdade, ficar tranqüilo, ouvir a voz do coração, procure ficar em silêncio meditativo, pelo menos 1 hora todo dia.
O silêncio é crédito. O ruído é débito.
Pense nisso!
Sugestão de melhoria:
Liberte-se da ansiedade. Dividindo o seu tempo, tanto para trabalhar, quanto para descansar.
(Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados www.mdavison.com.br)