Saúde

Professora contou com ajuda da mãe

Rose Araujo
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Foi com o apoio da mãe que a professora Carla Maria Fiori Gama, 32 anos, enfrentou a depressão. Ela, que tentou engravidar durante seis meses, perdeu o interesse pelo bebê depois que ele nasceu. “Eu não via graça nele.”

Carla não sabe dizer como tudo começou. De acordo com a professora, a gravidez foi tranqüila e correu tudo bem no parto. Mas, alguns dias depois do bebê nascer, ela começou a se sentir deprimida, sem vontade de pegar a criança no colo nem de amamentar. “Eu empurrava o Matheus para todo o mundo segurar”, salienta.

Segundo a professora, o fato da sogra ter falecido quando ela já estava no 8.º mês de gravidez pode ter sido um dos motivos da depressão. “Nós (ela e o marido) ficamos muito abalados e o bebê até nasceu antes do tempo, de parto normal”, ressalta.

Outro sentimento que começou a surgir foi um medo muito grande do futuro. Ela acreditava que não seria capaz de cuidar do bebê, principalmente por estar longe da mãe e do marido, que fica fora da cidade durante a semana.

Quem percebeu que Carla poderia estar sendo vítima da depressão pós-parto foi a mãe dela. “Ela mora em outra cidade e, quando veio me visitar, alertou para o problema”, conta.

A professora ligou no mesmo instante para o seu obstetra e relatou o que estava acontecendo. A partir daí, iniciou um tratamento à base de antidepressivos, que durou até março deste ano. “Eu tinha um turbilhão de emoções em mim: angústia, tristeza, culpa, era muita coisa de uma só vez”, enfatiza.

A professora ficou um mês na casa da mãe, em Araras, onde se tratou. Para ela, porém, o drama foi superado. “Quero ter outro filho”, afirma.

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