Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Tributos

Muito se tem ouvido dizer sobre a carga tributária do Brasil, que é altíssima e atualmente representa 36,45% do Produto Interno Bruto (PIB). O fato é motivo de reclamações constantes - e justas - por parte de empresários de todos os portes e segmentos, já que um peso fixo tão grande barra o crescimento do setor industrial. Mas um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) torna o cenário ainda mais cinzento.

• Carga pesada

De acordo com o estudo, considerando apenas as somas das riquezas do mercado formal de trabalho a carga tributária sobe para 51,48% do PIB. Isso significa que mais da metade das riquezas geradas pela economia formal ficam nas mãos do governo. Mas o estudo também revelou dados negativos “do outro lado”. Através do levantamento foi concluído que 47% dos impostos que deveriam ser pagos deixam de ser arrecadados por sonegação ou inadimplência, somando R$ 226 milhões.

• Sonegação

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e os impostos referentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são os mais sonegados no Brasil, com um índice de 51%. Esses dois tributos também lideram a lista de inadimplência no recolhimento de impostos, com uma taxa de 18,71%. Do outro lado está a CPMF. O imposto cobrado nas movimentações financeiras lidera a lista entre os mais eficientes na arrecadação, registrando uma perda de apenas 8%.

• Renda fixa

Desde a metade do ano passado, quando as perdas registradas nos fundos de renda fixa surpreenderam investidores e especialistas em finanças, os fundos de investimento ganharam mais espaço na mídia e passaram a figurar nas conversas entre amigos. No mês passado, o CDI, que serve de referência para aplicações em fundos de renda fixa, roubou a cena no mercado. Com alta de 1,76%, proporcionou o melhor rendimento de junho.

• Segurança

O resultado serviu para exemplificar o que muitos economistas vêm dizendo desde o ano passado: não é preciso desconfiar dos fundos de renda fixa; eles são rentáveis e seguros para investidores de perfil mais conservador. No mês passado, a Bolsa de Valores de São Paulo e o C-Bond (principal título da dívida brasileira no Exterior), que vinham liderando o ranking de aplicações, tiveram um mês de realização dos lucros conquistados nos meses anteriores e fecharam com perdas, apesar de ainda conservarem alta no semestre.

• Dólar

Já quem aposta no dólar não teve muito o que comemorar. Em maio, a moeda norte-americana acumulou queda de 4,21%, convertendo-se no segundo ativo menos rentável de junho, atrás apenas da baixa de 7,43% do ouro. Contudo, no primeiro semestre de 2003 o dólar recuou 19,75%, enquanto o ouro devolveu 16,71%, nos últimos seis meses. Mas a deflação de 1% apurada em junho faz com que essas perdas sejam menos representativas.

• Falsos

Cálculos do governo federal dão conta de que a falsificação de produtos causa um prejuízo de R$ 10 bilhões por ano à economia brasileira. Os CDs estão entre os principais produtos na mira das quadrilhas de falsificadores. Os artistas nacionais e a indústria fonográfica já fizeram várias campanhas para tentar combater o crime, mas a luta é grande - e os “tubarões” do mercado também. Equipamentos e programas de informática também são alvos dos falsificadores.

• Multa

Após quase dois anos de investigações, a redução na metragem de papel higiênico de 40 para 30 metros sem a proporcional diminuição no preço do produto rendeu à fabricante do papel Personal uma multa “monstro” de R$ 2,128 milhões, aplicada ontem pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. Também foi determinado à empresa que comunique ao consumidor “de forma clara, precisa e ostensiva” sobre a alteração na metragem do rolo de papel higiênico.

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