O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem bem completou seis meses (ou meio ano) de atividade na Presidência da República e já encontra movimentos de revolta, capazes de poluir a mídia nacional. Foi um dos fundadores do Partido do Trabalhadores (PT), que chegou à Presidência da República na sua quarta oportunidade eleitoral. Assim, com excelente quantia de votos nas urnas (não somente pela totalidade de apoio do próprio partido), recebendo, além de mais correntes partidárias aderentes, a exemplo do “PL” e outros, o reforço dos partidos de esquerda, cuja insígnia ainda é a da “foice e martelo”– remanescente no Brasil.
Sob o volume de promessas (batidas e rebatidas na campanha do cidadão Lula), fosse quanto a proposta dos combates visando acabar com a fome reinante em nosso País, levando-a ao patamar “Fome Zero”. Além da obrigação de criar dez milhões de empregos e proceder as reformas da Previdência e Tributária, sendo que esta atualmente supera os 36% do PIB nacional. Tais prioridades teriam sido elencadas nas propostas das reformas previstas nas administrações do ex-presidente Fernando Henrique, visando as reformas previstas nos seus ambos mandatos, nos quais jamais obteve um único apoio do PT e dos esquerdistas.
Nas circunstâncias atuais, entretanto, no PT do presidente Lula (embora festejado o evento do mandato), em meados do mês de junho corrente, já ocorriam desentendimentos, os quais até a presente data não se encontram totalmente resolvidos. Assim é que, neste primeiro semestre do governo Lula (a mídia se esbalda no fim deste semestre, deitando e rolando), incluindo neste presente, publica-se diariamente manifestações de insatisfação pública. Esta, generalizada, atinge direta ou indiretamente “gregos e troianos” ansiosamente apressados no encalço de receber as melhorias das propostas pelo presidente, como fossem para ontem.
Na verdade, o busílis das dificuldades que se supõe faltas do presidente não passam dos assuntos produzidos na mídia. Esta, emergente (do ou dos partidos), cujas maiores pressões descendem das atividades e movimentos produzidos pelo “MST e sem-terra”, ambos certamente pertencentes ao partido do governo e os altamente salariados. Como se verifica na demonstração de vários procedimentos e reclamações ocorridas (algumas abusivas e falta de respeito público), entre o dia 12/6 e o encerramento do semestre. Assim, em 12/6, Agência Folha: Governo Lula sofre o 1.º grande protesto. 30 mil pessoas que foram a Brasília para contestar reforma da Previdência aproveitaram para criticar a política econômica. E a faixa com letras maiúsculas e os dizeres “Não às reformas do Governo Lula FMI!”. 13/6, Agência Folha: “PT enquadra dissidentes da bancada”. 15/6, JC, Bauru, Agência Estado – Brasília: em “Pressões podem reorganizar o PT e manifestações... contra Lula”:, e letras garrafais: “Fora, Lula, traidor dos servidores”. 16/6, JC. Servidores marcam greve para julho”. 18/6, JC- Bauru. “Contra a Reforma da Previdência; Reunião da Udemo...”; 18/6, Agência Folha Brasília, “PT expõe divisão ao apoiar reforma”; 24/6, Agência Folha, PT queima etapa para expulsar Fontes”; este teria sido o “ responsável pela divulgação da fita com fala de Lula: Inquisição”. 28/6, Agência Folha, Lula pede ao PT orgulho das reformas”. –Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor/mestre, jornalista e colaborador do JC - e-mail: almodova@ig.com.br)