• Em alta
Mais uma vez as exportações “roubam” a cena registrando performance positiva. O bom desempenho das vendas ao Exterior fizeram com que o Brasil não precisasse de recursos externos para financiar a economia no primeiro trimestre do ano. Além disso, a balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre com um superávit recorde para o período, impulsionada justamente pelo forte crescimento das exportações.
• Recorde
Contudo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior voltou a alertar para os riscos do câmbio valorizado para o comércio exterior do País. Mas vamos aos números: de janeiro a junho, as exportações alcançaram o valor recorde de US$ 32,658 bilhões, o que corresponde a um incremento de 30,4% em relação às exportações do primeiro semestre do ano passado. No mesmo período, as importações somaram US$ 22,386 bilhões. Em relação à média por dia útil, as exportações cresceram 32,5% e as importações 1,3%.
• Estímulo
Mas apesar do bom resultado, o ministério não elevou sua meta de exportações para o ano, que permanece em US$ 68 bilhões. O motivo alegado é que a taxa de câmbio atual não seria tão favorável para o comércio exterior. Para o ministro Luiz Fernando Furlan, uma taxa de câmbio “estimulante” para as exportações seria entre R$ 3,00 e R$ 3,20 por dólar. O setor de calçados foi, segundo o ministro, um dos prejudicados pela apreciação do real no semestre.
• Cartões
As administradoras de cartão de crédito parecem ter encontrado nos adolescentes um ótimo filão. A base de cartão entre este público cresceu 305% neste ano, segundo pesquisa da Credicard. Atualmente estão em circulação 30 mil cartões pré-pagos, criados especialmente para o público jovem. A Credicard espera atingir a marca de 100 mil unidades até o fim deste ano. No País, o público-alvo total é de 4,5 milhões de adolescentes.
• Perfil
O estudo também indicou que a maior parte das transações se refere ao pagamento de compras de roupas e calçados (36%). O resultado é bem diferente do perfil do adulto traçado pela Credicard, que utiliza o pagamento em moradia, veículos e saúde. Outra constatação é um valor médio menor gasto pelo jovem do que o total de portadores de cartão. De acordo com a empresa, isso é reflexo do menor poder aquisitivo deste público em relação aos adultos em geral.
• Cifras
Mas em nenhuma situação as administradoras de cartão têm do que reclamar. No mercado total, o faturamento de cartões de crédito no primeiro semestre deverá somar R$ 38,1 bilhões - crescimento de 20,8% sobre o mesmo período do ano passado. No período, o volume de transações aumentou 15% no período, fazendo com que o valor médio de cada uma subisse de R$ 72,00 para R$ 75,00, segundo o levantamento Indicadores do Mercado Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento.