Economia & Negócios

Empresários criticam ansiedade do governo

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 1 min

Empresários que avaliaram o programa Primeiro Emprego aprovam a idéia, mas criticam a “ansiedade” do governo em tentar resolver de uma só vez um problema que, apesar de ter o mesmo pano de fundo, possui características diferentes nas várias regiões do País.

“Na ansiedade de fazer uma coisa boa e importantíssima, como a geração de empregos, o governo tem errado na hora de passar projetos para a esfera prática. Não é possível resolver com um único tiro o problema do emprego em regiões tão distintas do País. Em Bauru, por exemplo, ainda não há um posto de atendimento onde os jovens possam se inscrever”, opina Domingos Malandrino, que tem uma fábrica de massas para pizza frita.

Na opinião dele, o ideal seria que os Estados administrassem individualmente a parte prática para coordenar o programa em seus respectivos municípios. “O Brasil é um País continental. A realidade do primeiro emprego em Bauru é diferente da encontrada em cidades pequenas que sobrevivem, basicamente, da agricultura, por exemplo”, aponta Malandrino.

Em relação aos incentivos oferecidos aos empresários, ele os considera bons, mas também faz ressalvas práticas. “Acho as regras estimulantes, mas faltam informações sobre muitos detalhes, como por exemplo, a qualificação dos jovens contratados.”

Nelson Reginato do Canto Júnior, presidente de uma empresa especializada na fabricação de bombas submersas, aprova o programa mas diz que não há estrutura para colocá-lo em prática em todo País.

“A dificuldade está na execução do plano. Não adianta querer dar emprego para jovens num momento de economia recessiva. Além disso, alternativas como essa (do programa) não aquecem a economia a ponto de gerar facilitadores. Ou seja, a idéia é ótima, mas o momento não é oportuno”, define.

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