Política

Greve geral tem adesão de servidores

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 250 funcionários da Prefeitura Municipal participaram, ontem à tarde, de uma assembléia promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm). Eles decidiram, por unanimidade, aderir à greve geral nacional que está sendo programada para o dia 8 e que tem como objetivo protestar contra as medidas propostas pelo governo Lula, principalmente a Reforma da Previdência.

Na prática, porém, não há nenhuma garantia de que todos os seis mil servidores municipais irão paralisar as atividades na data prevista.

Mesmo assim, uma das diretoras do sindicato, Idelma Alcântara, está confiante. “Estamos distribuindo uma cartilha que explica os prejuízos que eles terão com essa reforma. O Sinserm faz parte de um grande grupo que não aceita como está sendo feita essa reforma. É por isso que estamos organizando a categoria”, declara.

Segundo ela, as entidades que representam os trabalhadores não concordam com o projeto que foi encaminhado ao Congresso Nacional. “Ele tira a maioria dos direitos dos trabalhadores, principalmente dos servidores públicos”, diz.

Para Idelma, o prazo de confiança que foi dado ao presidente se esgotou. “A população depositou uma esperança muito grande nesse governo e o que ele está fazendo é dar continuidade ao que já vinha sendo feito pelo anterior. Tudo que o vem acontecendo nestes últimos seis meses está piorando a vida da população brasileira”, declara.

A assembléia foi realizada no pátio do Departamento de Apoio Operacional da prefeitura, local onde parte dos funcionários municipais embarca nos ônibus que os levam para casa. “Para eles, é mais fácil do que se tivessem que se deslocar até o sindicato”, opina outra das diretoras do Sinserm, Sônia Carvalho.

Adesão

Com a ajuda de um carro de som, quatro sindicalistas defenderam a participação na greve geral. Para o servidor José Ferraz, aderir à paralisação é importante. “Sou a favor, pois assim poderemos lutar pelos nossos direitos”, declara.

O servidor Márcio Orestes também apóia o movimento. “Foi muito difícil conseguir o que temos hoje e não podemos correr o risco de perder isso”, opina.

Durante os discursos das diretoras do Sinserm, porém, a maioria dos trabalhadores entrou nos ônibus, que começaram a deixar o local. O fato causou revolta às sindicalistas, que criticaram os funcionários. “Eles só andam de ônibus porque nós conseguimos esse benefício. Antes, eram transportados em caminhões”, afirmou Sônia Carvalho.

Os veículos retornaram ao pátio e, constrangidos, os funcionários desceram para participar da votação.

Além da greve geral, a assembléia escolheu também cinco representantes que participarão de dois encontros de sindicatos de servidores públicos, um estadual e o outro nacional. Os delegados eleitos foram Idelma Alcântara, Sônia Carvalho, Eliane Koti, Jaime de Oliveira Correia e José Roberto Batista.

Segundo Sônia, 17 entidades estarão reunidas hoje, às 19h, na sede do Sindicato dos Ferroviários, para discutir como serão os protestos durante o dia 8.

Comentários

Comentários