Tribuna do Leitor

Igualdade para todos


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Será direito os negros terem privilégios no acesso à universidade pública, competindo com vantagens que encontram outros estudantes também desfavorecidos? A reserva de 20% das vagas no ensino superior para os negros vem provocando muita polêmica, pois são os pobres em geral que não usufruem desse serviço e não uma raça em particular. O fato do acesso à universidade estar centrado no vestibular e não levar em consideração outros elementos avaliatórios da vida estudantil do aluno tem contribuído para que a maioria dos aprovados seja de classe média alta, os quais estudam no sistema privado, que direciona seu projeto exclusivamente para o vestibular. Os estudantes da classe trabalhadora, com o próprio esforço e dedicação, freqüentam projetos pré-vestibulares gratuitos que lhes auxiliam na disputa das vagas e, mesmo assim, poucos conseguem o mérito de cursar uma universidade. Há pessoas que apoiam a porcentagem das vagas, argumentando que os negros até hoje são “discriminados”, mas essa idéia pode ser vista de outra forma, depreciando o nível cultural e social dos negros. Evidencia-se que a cota estará tirando o mérito dos alunos que se dedicam para obterem as vagas e privilegiando o caminho de alguns. O necessário é que todos tenham condições dignas para estudar, e a disputa e o privilégio sejam reduzidos com o aumento do número de vagas, não elitizando, mas dando oportunidade a todas as cores e raças estudarem e terem seus espaços na universidade. (Alexandre Belline - RG. 44.222.143-5)

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