Sessão extra Os vereadores de Bauru participarão amanhã de uma sessão extraordinária para votar cinco projetos de lei enviados à Câmara pelo prefeito Nilson Costa (PTB) e outros dois de vereadores da Casa. Será a primeira extraordinária depois do recesso parlamentar de julho.
Projetos Entre as propostas que foram enviadas por Nilson Costa, uma trata da alteração da Lei n.º 3.292, de 19 de dezembro de 1990, que disciplina a destinação de verba honorária nos casos em que a Fazenda Municipal é a vencedora. A prefeitura quer evitar prejuízos causados nos leilões públicos dos bens que são penhorados. Também estão na pauta a alteração da lei municipal que trata da proibição de fumar em locais específicos, a cessão de um imóvel de propriedade da Prefeitura para o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e duas revogações de leis que destinaram áreas de terrenos a particulares, as duas do ano passado.
Esvaziar a pauta O presidente do Legislativo Renato Purini (PV) disse que, apesar da convocação ter partido do prefeito, ela será importante também para esvaziar a pauta da Casa, que tem várias matérias para serem debatidas.
Lelo e Parreira Além dos cinco projetos encaminhados por Nilson Costa, os parlamentares irão discutir outros dois dos vereadores João Parreira de Miranda (PSDB) e Lelo Rodrigues (PTB). O projeto de Parreira quer autorizar farmácias e drogarias a venderem uma série de itens, como doces, sorvetes, salgados, água mineral e até bijuterias. No total, são 22 produtos que, pela legislação sanitária atual, não poderiam ser comercializados. Já o parlamentar Lelo Rodrigues propõe a inclusão de uma área considerada rural ao perímetro urbano de Bauru.
Internet A Câmara Municipal de Bauru implantou, a partir deste mês, licitação eletrônica via Internet. Um convênio com o Banco do Brasil permitirá que os interessados possam acompanhar o processo pela rede mundial de computadores. A expectativa do Legislativo é economizar 15% do valor gasto atualmente com a compra de produtos, equipamentos e serviços.
Garotinho e o arcebispo As divergências entre o arcebispo do Rio, dom Eusébio Oscar Scheid, e o ex-governador e atual secretário de Segurança, Anthony Garotinho, ficaram claras no fim de semana durante o seminário Segurança e Violência, realizado na residência oficial do religioso. Os dois falaram por último, em separado e, ao comentar a afirmação de Garotinho de que outras cidades brasileiras são muito mais violentas que o Rio, dom Eusébio disse que esse dado não consola nem resolve a questão para os cariocas.
Farpas com Ciro Já as diferenças de pensamento entre Garotinho e o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, também foram grandes. Em sua fala, o secretário fez críticas à política econômica, alegando que sem crescimento não é possível combater eficazmente a criminalidade. “Eu sei que o ministro Ciro Gomes vai concordar comigo, que o pior comando do País não é o Vermelho e sim o econômico”, afirmou o secretário. Gomes não respondeu na hora, mas em entrevista depois do seminário criticou Garotinho. “Isso é futrica dele, que sabe que sou servidor desse governo. Mas ele sabe também que crescimento econômico não se faz por ato de vontade, de uma hora para outra, assim como ele não resolve a questão de segurança só com vontade pessoal”.