O clima na porta da Escola Estadual Ernesto Monte ontem à tarde, pouco antes do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), era de tranqüilidade entre os concorrentes. Sem sentir a pressão do final do ano, os candidatos a uma vaga nos cursos da instituição de ensino superior estavam em ritmo de treino.
Erik Simões, 21 anos, que concorre a uma vaga no curso de relações internacionais, em Marília, demonstrava segurança pouco antes de entrar na escola. “Ainda estou fazendo cursinho e não posso dizer que estou 100% preparado. Vou fazer a prova para ver como é”, conta.
Ele pretende cursar relações públicas e, como o vestibular para essa área só será realizado no final do ano, o estudante aproveitou para colocar os seus conhecimentos à prova agora. “Acho que tenho condições de passar, mas não estou tão preocupado com isso nesse momento”, esclarece.
Se for aprovado, ele pretende ingressar nesse curso, principalmente por ser uma profissão que está em ascensão atualmente.
A vestibulanda Isabela Brandão, 18 anos, também resolveu fazer a prova no meio do ano para verificar como estão os seus conhecimentos. Ela se inscreveu para o curso de arquitetura, mas na realidade, prefere desenho industrial. “Eu já prestei vestibular no final do ano passado e estou fazendo agora mais para me testar”, ressalta.
Thais Rodrigues Oliveira, 18 anos, faz cursinho e acredita que não está totalmente preparada para o exame. “Eu estou fazendo o extensivo e só vi um percentual da matéria que vai cair”, salienta.
Mesmo assim, ela resolveu se inscrever para o curso de relações internacionais. Tranqüila no que diz respeito ao resultado final, ela destaca que a prova do meio do ano é uma boa oportunidade não só para quem quer testar os conhecimentos, mas também para quem não conseguiu ingressar na universidade no final do ano anterior.
Já Edson Luiz Chimini Júnior, 19 anos, estava mais confiante com relação à sua aprovação. Essa é a segunda vez que ele está prestando o vestibular da Unesp e conta que se preparou melhor neste ano. “Fiz cursinho e estou mais seguro agora”, destaca.
Ele está inscrito em um dos cursos mais concorridos da universidade: engenharia elétrica, na unidade de Ilha Solteira.
O estudante gostou da oportunidade de fazer a prova no meio do ano. “Assim, a gente tem mais chance de entrar na universidade”, ressalta.
Abstenção
O coordenador do vestibular em Bauru, Norival Agnelli, diz que o índice de abstenção no primeiro dia da prova ficou abaixo da média do final do ano passado. “Tivemos 4% no Colégio Técnico Industrial (CTI) e 3% no Ernesto Monte”, salienta. O resultado geral no País foi de 4,7% de faltas entre os 18.496 inscritos.
No ano passado, o índice em Bauru variou entre 6% e 8%. Para Agnelli, os candidatos estão menos “estressados” dessa vez. “Eles estão encarando de uma forma mais leve a prova, como se estivessem treinando”, destaca.
Tanto é que não houve nenhum problema com atrasos dessa vez, fato corriqueiro nos vestibulares. “Ninguém chegou depois dos portões fecharem”, afirma.
Ontem, foi realizada a prova de conhecimentos gerais. Hoje, o exame continua, com as perguntas de conhecimentos específicos. Amanhã, será a vez de língua portuguesa e redação.
O horário será o mesmo do primeiro dia - das 14h às 18h. Mas os candidatos deverão chegar ao local da prova com uma hora de antecedência.
Agnelli ressalta que o resultado será divulgado no dia 29 de julho, através de uma lista que será fixada em uma das salas do câmpus local da Unesp (ainda a ser definida). As aulas começarão no dia 4 de agosto.