Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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A linha de montagem da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista parou na última quinta-feira (10) para comemorar a produção de 4 milhões de unidades do Gol.

O modelo, de 23 anos, é um dos poucos que resistiu à abertura do mercado e vem desbancando concorrentes bem mais modernos que chegaram com o boom de novas montadoras que se instalaram no País no fim dos anos 90.

Líder em vendas há 16 anos, atinge agora, em unidades produzidas, volume jamais alcançado por nenhum outro modelo no mercado brasileiro. O lendário Fusca, que permaneceu no mercado por mais de 30 anos, chegou a 3,1 milhões de unidades. O Fiat Uno a 2,05 milhões de unidades desde 1984 e o Corsa, da GM, tem 1,84 milhão de modelos produzidos nos últimos nove anos. Na Ford, o campeão é o Corcel, com 1,3 milhão de unidades entre 1968 e 1986.

Com 16% do mercado de carros de passeio do País, o Gol teve 67 mil unidades vendidas até maio deste ano, quase 20 mil a mais que o segundo colocado, o Palio, da Fiat.

Essa participação já foi maior. Chegou a 22% em 1997, quando o mercado interno consumiu o volume recorde de 1,94 milhão de veículos. A diferença diminuiu ao longo dos anos, mas o carro desenvolvido no Brasil em 1980 enfrenta número maior de concorrentes, como o 206, da Peugeot, o Clio, da Renault, além dos produtos das outras três grandes montadoras que já atuavam no Brasil naquela época.

“É um carro desenhado por brasileiros, para brasileiros”, lembra o gerente-executivo de Design da Volks, Luiz Alberto

Veiga. Hoje responsável pelas mudanças que ocorrerão no modelo para a chegada da geração IV, que deve ocorrer em menos de quatro anos, ele concorda que, sem o Gol, a empresa estaria em situação mais complicada. “O volume de produção garante todo o suporte da Volkswagen no Brasil.” Veiga faz segredo sobre as mudanças que está preparando para a nova versão, mas é quase certo que não serão tão radicais como a ocorrida na passagem da primeira versão (mais quadrada), para a segunda (o bolinha), ocorrida em 1994. Cinco anos depois a versão foi reestilizada.

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