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Carro na mão, basquete no coração

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Diz a sabedoria popular que o automóvel, a exemplo daquela famosa esponja de aço, tem mil e uma utilidades. Enquanto uns preferem namorar, ouvir música ou simplesmente passear, outros aproveitam os poucos momentos que o trânsito permite para relaxar para pensar nos próximos passos do dia-a-dia.

Um dos que agem assim é Raul Togni Filho, técnico do time do Bauru/Basquete. Fanático pelo esporte, ele não perde a oportunidade, nem quando está dirigindo seu Gol bolinha dourado, de pensar em algo para fazer a equipe melhorar ainda mais. A oportunidade ideal para isso surge nos sinais vermelhos dos semáforos. “Visualizo mentalmente o que farei nos treinos”, revela.

Apesar disso, ele garante que, durante tais reflexões, nunca chegou a formular nenhuma jogada mirabolante ou diferente das normais. “Mas acho que um dia ainda vai surgir uma movimentação para surpreender os adversários”, acredita Raul.

Mas a razão para Raul sentir-se tão à vontade dentro de um veículo não é por acaso. Conhecido nacionalmente graças aos mais de 20 anos atuando em times de grande porte, como Flamengo, Minas, Franca, COC/Ribeirão Preto, Corinthians/Sul e o próprio Bauru - time em que encerrou a carreira -, o ex-jogador também é um admirador de carros.

Exemplo disso é que ele adora dirigir e viajar, além de usar seu carro para tudo. Raul não o dispensa nem mesmo para ir à padaria. “Ele é um instrumento de trabalho e não dá para privar-se dele”, considera ele.

Entretanto, ironicamente, Raul confessa que aprendeu a guiar tarde. “Tinha 21 anos e as primeiras aulas, na época, foram com minha então namorada e atual esposa”, lembra o treinador.

Desde então, o ex-jogador já foi dono de vários carros, mas o modelo que até hoje ele nutre um carinho todo especial e ainda guarda um “cantinho” no seu coração é o Opala Diplomata. “Foi um dos melhores que já tive, pois é um veículo confortável, com um porta-malas grande e um motorzão”, recorda Raul.

Por isso, o atual carro dos sonhos do técnico do Bauru/Basquete possui as mesmas características do “Opalão”: uma caminhonete Ford Explorer. “Além de tudo, ela é luxuosa e dá uma sensação enorme de imponência no trânsito. Não é minha prioridade tê-la, mas um dia chego lá”, promete.

Mesmo com toda admiração aos automóveis, Raul faz questão de jurar amor eterno ao basquete. “Afinal, foi graças ao esporte que pude ter carros”, brinca. E acrescenta: “Em uma ordem de paixão, primeiro vem a família, depois o basquete e em terceiro os veículos”, resume o treinador.

E quando o “bauruense de coração” Raul fala de basquete, ele se “derrete” ao lembrar das equipes em que já atuou. “Todas foram especiais em minha carreira, mas há algumas que me marcaram profundamente. No Minas comecei profissionalmente, em Franca conquistei vários títulos e em Bauru encerrei a carreira como jogador”, destaca ele.

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Perfil

Nome Raul Togni Filho

Idade 38 anos

Profissão Técnico de basquete

Lugar bonito Poços de Caldas

Hobby Assistir televisão e ouvir música

Signo Escorpião

Cor preferida Cinza

Time do coração Cruzeiro

Qual carro vale uma cesta de três pontos? Ford Explorer

Quem você nunca levaria em seu automóvel? Saddam Hussein

E quem você faria questão de levar?

“O Lula, por sua trajetória de vida e perseverança, que fez a esperança vencer o medo.”

O que mais lhe irrita no trânsito bauruense?

“Os que insistem em andar em velocidade muito baixa na faixa da esquerda, algo muito comum por aqui. Mal acordo e já vou mentalizando as situações para tentar não me estressar. Já fiz um estágio em Ribeirão Preto, que tem um trânsito horrível, mas aqui virei bacharel.”

Que nota você daria aos motoristas de Bauru?

“Sete, pois tem muita gente boa, apesar das barbaridades que se cometem.”

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