Bairros

Cooperativa também constrói casas e apartamentos

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

As cooperativas habitacionais viabilizam casas a preço de custo para o cooperado. A informação é de Ronaldo Vieira, diretor financeiro da Cooperativa Habitacional Jardim Rosa Branca, a única do ramo em Bauru.

De acordo com Maria Cezarina Brás Bittencourt, diretora administrativa da cooperativa, a organização foi criada em 1978 através do Instituto de Orientação aos Cooperativistas do Estado de São Paulo.

Entre os empreendimentos já executados através dela estão o Parque Flamboyants, Parque das Camélias, Residencial Terra Branca e condomínio Manoel Lopes.

Vieira explica que, com a intenção de adquirir casas ou apartamentos, um grupo de pessoas se associa para construir os imóveis e dividir as despesas. A cooperativa faz estudos para que o empreendimento seja feito a preço de custo.

“O custo do empreendimento realmente é o custo - há o custo de construção, o custo de administração e infra-estrutura do local. Com planilha de custos, defini-se o preço do imóvel”, garante o diretor financeiro.

“É um grupo de pessoas que vão se aliar para um bem comum. No nosso caso, é a habitação”, diz Vieira.

Uma cooperativa habitacional é formada por seccionais (uma para cada empreendimento). Cada empreendimento tem controle financeiro e gerenciamento de obras individual. Eles não se misturam dentro da organização.

Geralmente, os imóveis são auto-financiados. Os cooperados contribuem mensalmente com parcelas. Outra possibilidade é que eles sejam financiados por instituição financeira. “Os cooperados unem-se para um fim único. Todos têm que entrar com sua parcela”, frisa Vieira.

Caso o empreendimento não seja efetivado, o dinheiro é devolvido aos cooperados. “A cooperativa (habitacional) é a certeza de não perder dinheiro”, avalia Vieira.

Todas as decisões referentes à organização são tomadas através de assembléias. “Ela é um órgão soberano”, diz Maria.

O vínculo do cooperado termina quando as unidades são quitadas e quando o condomínio se transforma em pessoa jurídica. “Uma seccional só se encerra quando todo mundo estiver com suas escrituras em mãos”, acrescenta o diretor.

Uma das vantagens do sistema, na opinião de Vieira, é a possibilidade de parcelar sem juros elevados. “A cooperativa não visa lucro. Quanto mais acessível for o preço, melhor. O interesse é nosso”, enfatiza.

Para a diretora administrativa, o ramo deve crescer no País. “O que falta é o conhecimento do que vem a ser uma cooperativa. Ainda estamos muito aquém disso”, avalia.

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