Trabalhadores da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) e Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae) devem participar de um dia de mobilização de advertência, hoje, em todas as cidades do Estado de São Paulo, incluindo Bauru. O objetivo é pressionar avanços nas mesas de negociação da campanha salarial com o governo e a direção das três estatais de energia elétrica.
As informações são da assessoria de imprensa do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia/CUT). A mobilização de hoje é a quarta etapa do plano de luta aprovado pelos trabalhadores - que prevê até greve por tempo indeterminado - em assembléias realizadas pelo Sinergia, entidade que reúne cerca de 20 mil eletricitários e gasistas de empresas de energia e gás canalizado em todo Estado.
O mote dos energéticos neste ano é “Contra grandes problemas, uma supercampanha”, baseada em quatro eixos principais: defesa dos salários e dos benefícios, do emprego e das condições de trabalho, da energia com controle social, da liberdade e autonomia sindical.
Dentre as principais reivindicações da categoria estão 18,3% de reajuste nos salários e benefícios (ICV do Dieese), 10% de aumento real, indenização por perda de massa salarial, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das empresas igual para todos, política de emprego, primarização do trabalho e política de saúde e segurança.
A data-base da categoria é 1 de junho nas 12 principais energéticas paulistas. Mas segundo a assessoria de imprensa do Sinergia, o governo estadual viria tratando com descaso as reivindicações dos trabalhadores.
Por tudo isso, a categoria não descarta uma greve por tempo indeterminado se as negociações não avançarem após a paralisação desta segunda-feira. A data de início desta possível greve está prevista para o próximo dia 21.
Para o Sinergia, “é inadmissível que o governo Alckmin penalize mais uma vez os trabalhadores por conta do desastroso processo de privatização que ele mesmo comandou em São Paulo e que, para tornar as empresas cindidas atraentes à iniciativa privada, jogou todas as dívidas para a Cesp, o que acabou inviabilizando a situação financeira da geradora”, diz a assessoria de imprensa em nota oficial.