Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai. Raimundo Correia já disse em belíssimo versos: “Se pudesse, o espírito que chora, ver através da máscara da face, quanta gente, talvez, que inveja agora nos causa, então piedade nos causasse!”
Daí porque nem sempre a ironia é bem entendida, embora seja uma expressão em que se diga verdades por linhas tortas. Irônicos e sarcásticos sempre existiram, inclusive poetas famosos criticaram as oligarquias existentes e dominantes nos respectivos tempos. É uma forma de comunicação cuja sutileza deixa transparecer a verdade que de outra maneira não poderia ser dita sem causar constrangimento ou ferir diretamente. As vinhetas diárias em todos os jornais e revistas criticam e desnudam falsos conceitos políticos, morais, intelectuais e quejandas, os quais, em sendo criticados, podem reconhecer seu irreal comportamento, tornando-se úteis à coletividade e derrubando a máscara da face para reconduzir-se na trilha da produtividade, da honestidade e do respeito à cidadania. Precisamos e devemos encarar o momento cruciante por que passamos e pensar urgentemente no futuro. Não podemos ficar no “dulce far niente” à espera de que Deus mande o maná. Estamos cônscios de nossas responsabilidades e não podemos cruzar as armas diante de fatos concretos. Urge manifestações céleres, objetivas e convincentes no sentido de salvaguardar o patrimônio histórico, moral e cultural que tanto engrandecem nossos antepassados. Bauru merece o melhor. Vamos lutar por isto em todos os setores. Vamos falar a verdade, doa a quem doer, mas vamos construir um futuro digno com gente que faz acontecer e que não se aproveita dos acontecimentos. Contamos com vocês, bauruenses amigos, e temos certeza da sua grandeza de espírito e compreensão neste momento dilacerante de nossa caminhada política e redentora de nossa legítima cidadania. (Itamir Crivelli)