Polícia

Garoto de 15 anos confessa homicídio

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Um adolescente de 15 anos, que mora no Parque Santa Cândida, confessou à polícia que é o autor dos disparos que mataram o pedreiro Admilson Aparecido Fernandes, 36 anos, na Vila Dutra, no último domingo. O motivo do crime foi uma arma, que ele havia emprestado à vítima.

O rapaz foi apreendido e ficará custódia do Estado, em uma cela do Núcleo de Atenção Integrado (NAI) da Delegacia de Infância e Juventude (Diju), mas poderá ser recolhido à Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem).

Ontem pela manhã, a Base Comunitária Oeste da Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima informando que o autor dos disparos que mataram o pedreiro era um adolescente e que ele estava escondido em uma casa do Parque Santa Cândida.

Os policiais foram ao local e cercaram a casa, que pertence a um amigo do adolescente. “Quando batemos palma na frente da casa, ele tentou sair pelos fundos, pulando o muro, mas foi detido pelos policiais”, conta o tenente Paulo César Valentim, comandante da Base Oeste. O adolescente foi apresentado na Diju, juntamente com uma testemunha do crime.

O adolescente contou ao delegado Adib Jorge Filho, titular da Diju, que o motivo do crime foi um revólver calibre 22, que estava municiado com sete projéteis. “O adolescente disse que por volta das 19h do domingo emprestou a arma à vítima. Cerca de uma hora depois, ele foi ao bar, onde a vítima estava, cobrar a devolução do revólver. O adolescente afirma que a vítima não quis entregar a arma e ainda a apontou para ele. Ele diz que a arma caiu no chão e ele a pegou e acabou disparando porque a vítima o ameaçava com uma garrafa quebrada”, conta o delegado.

Porém, uma testemunha que depôs ontem na Diju não confirma integralmente a versão apresentada pelo adolescente, frisa Adib Jorge Filho. “A testemunha disse que pelo tom da discussão percebeu que o adolescente estava cobrando da vítima, que tinha uma garrafa nas mãos, a devolução da arma. Porém, afirma que em dado momento o adolescente passou uma rasteira na vítima, derrubando-a e tomando dela a arma, com a qual efetuou os disparos”, frisa.

O pedreiro foi atingido por dois tiros - um nas costas e outro na nuca - e morreu logo após ser socorrido. Após tomar os depoimentos, o delegado solicitou a apreensão do adolescente devido à gravidade da infração e ao fato dele estar escondido e tentar fugir dos policiais. “Solicitamos e o juiz da Vara da Infância e Juventude concedeu a custódia por 45 dias, para continuarmos a investigação e tentar localizar a arma do crime, que o adolescente disse ter jogado”, explica.

O tenente Valentim conta que o adolescente não trabalhava nem estudava e que já era conhecido dos policiais. “Anteriormente, recebemos uma denúncia de furto e achamos uma moto furtada na casa dele”, relata.

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