Regional

Delegacia da Mulher investiga homicídio na zona rural de Garça

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Garça - A delegada Márcia Cassoni, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Garça (70 quilômetros a Noroeste de Bauru), irá ouvir hoje Cláudio Adriano Alves de Oliveira, vizinho do lavrador José Goroje de Souza, 58 anos, acusado de homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

No sábado passado, o lavrador teria assassinado sua mulher, Alice Eugênio dos Santos, 59 anos, com um tiro no peito e tentado matar a enteada Zilda Alves dos Santos, 41 anos, com um tiro no abdômen, no Sítio Santa Marina, na zona rural de Garça.

Em seguida, o lavrador teria tentado se matar com um tiro no queixo, mas a bala saiu próximo ao nariz e não atingiu nenhum órgão mais delicado na cabeça. Ele foi encaminhado ao Hospital das Clínicas de Marília, onde permanecia internado até o fim da tarde de ontem. Souza não corre risco de morte, segundo informou a delegada.

Já a enteada Zilda, atingida com um tiro no abdômen, continuava internada em estado grave no Hospital São Lucas, em Garça. A mulher do lavrador teve morte instantânea.

De acordo com a delegada, assim que Souza sair do hospital, ele será levado para a cadeia da cidade. Anteontem, foi expedido o mandado de prisão temporária para ele.

Além de ser acusado de matar a mulher e de ter tentado matar a enteada, o lavrador deve responder ainda por porte ilegal de armas. Segundo a delegada, foram encontradas várias armas dentro da residência do acusado, a maioria delas caseiras.

A arma do crime, uma espingarda do tipo cartucheira, com dois canos, de calibre 28, também foi apreendida.

O crime aconteceu por volta das 12h de sábado e teria sido precedido de uma discussão entre o lavrador e sua esposa. Além dos dois e da enteada, também estavam na casa dois netos do casal - um de 12 e outro de 15 anos.

Assim que o lavrador disparou um tiro contra a avó, os dois garotos saíram correndo e foram se refugiar na casa do vizinho, que fica a cerca de 100 metros do local do crime. Oliveira, que recolheu os meninos, será ouvido hoje na DDM.

A delegada Márcia Cassoni disse que os motivos da discussão entre o lavrador e sua mulher serão apurados pelo inquérito. Mas, segundo informações extra-oficiais, o desentendimento teria começado depois que a avó soube que um dos garotos teria sofrido uma suposta tentativa de abuso sexual por parte do avô.

A informação foi confirmada pela delegada. Segundo ela, o garoto teria relatado que o avô teria pedido para que ele tirasse as calças. Segundo o menino, ele saiu do quarto sem atender ao pedido do avô. Mais tarde, contou para a avó o que tinha acontecido. A discussão entre o casal começou logo depois e antecedeu os disparos.

Segundo a delegada, os dois meninos não moravam com a mãe e estavam sendo criados pelos avós.

De acordo com depoimentos da vizinhança, a família havia mudado há cerca de um mês para o sítio e, nesse tempo, o lavrador nunca tinha apresentado comportamento agressivo.

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