Tribuna do Leitor

Corrupção: o Brasil na contramão


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Não há reforma em Previdência que agüente tanta falcatrua. Dos históricos fatos ocorridos em nosso País, como os anões do Orçamento, a dra. Georgina, o Lalau do TRT, o arrocho nas cadernetas de poupança, o caso do “propinoduto” no Rio de Janeiro envolvendo o fiscal estadual Rodrigo Silveirinha Corrêa, preso sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e envio ilegal de dinheiro para a Suíça; o caso do ex-governador do Espírito Santo José Ignácio Ferreira, acusado de praticar crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; o governador do Distrito Federal Joaquim Roriz acusado de desvio de recursos, as irregularidades nas vendas das ações da Petrobras ocorridas em agosto de 2000; a fraude nas licitações em Alagoas no setor educacional, onde o responsável pelas licitações era sócio das empresas contratadas em 90% dos casos, agora estamos diante da maior festa com o dinheiro público de nossa história. Refiro-me à evasão de US$ 30 bilhões do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002.

Para se ter uma idéia, essa viagem do presidente norte-americano ao continente africano anunciando ajuda contra a Aids, resultou em US$ 15 bilhões, ou seja, metade. Outro índice comparativo é a previsão do Banco Central de superávit da balança comercial para 2003, de US$ 17,5 bilhões.

Vários mecanismos estão sendo criados para barrar as investigações a ponto de um senador se eximir da participação na CPI declarando publicamente que não iria fazer parte da pizza como aconteceu com o caso dos grampos telefônicos envolvendo ACM na Bahia. Para piorar as investigações, o STF arquiva um pedido oficial de procuradores suíços alegando que, pela lei brasileira, este seria um caso de carta rogatória, mecanismo de juízes e não entre procuradores como ocorre em seu país. Outro ponto interessante é o presidente do Senado, senador José Sarney, que teria ido contra a instalação de uma CPI em sua casa e agora, como a iniciativa iria partir da Câmara dos Deputados, exigiu uma comissão mista.

O Brasil não precisa de uma carga tributária que macule seu povo e que faça com que mais de 40 milhões de trabalhadores não paguem a Previdência, ou seja, 54,3% da população ocupada. O que precisa ser feito é punir os corruptos, trazendo de volta o dinheiro roubado. É cadeia neles! Não adianta reformar a Previdência para ratos devorarem-na. Tanto é fato que o governo anunciou o pacote contra a corrupção estabelecendo metas para recuperação de ativos. Primeiro vem a corrupção zero, aí sim o fome zero, analfabetismo zero, desemprego zero, dentre outros. É mais um motivo em que me orgulho por ser bauruense, pois temos exemplos de fiscais que não deixam a corrupção passar em branco, ou seja, em banco. (Luiz Eduardo Penteado Borgo - RG 26.537.725-0)

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