Tribuna do Leitor

De que lado está o grande silêncio?


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Qualquer cidadão bauruense pode entregar ao público sua impressão sobre as anomalias da prefeitura e da Câmara. As associações e entidades instituídas, mais do que o cidadão, têm o dever moral de participar publicamente sobre assunto tão importante como a cassação do prefeito. Entretanto, parece estarmos diante do crime da auto-defesa: se não houvesse matado, haveria de ser morto? Complicado, portanto. Daí a demora das manifestações de grande peso ético.

Enquanto isso não ocorre, até porque o silêncio atual não só é prudente, como também é democrático, a população vai bebericando o aperitivo de um fausto e venturoso embate político, bastante modificado em relação ao anterior, ou seja, aquele que viveu cercado de coquetéis “molotovs”, de bombas estilhaçando vidraças e ferindo pessoas, seguido de tiros ameaçadores contra jornalista e vereador, para defender um prefeito que foi parar onde foi. Com esse rombo na democracia, a ditadura mandou-nos abraços e lembranças.

Mas, para reforçar o “aperitivo”, lembro-me de ter ouvido de gente honesta que Nilson Costa dispensava o motorista de seu gabinete na prefeitura, antes de sair para a campanha política, no final da tarde. E mandava conferir se o carro oficial estava devidamente guardado. Uma prova minúscula de um grande caráter. Um caráter probo e de lisuras, que demonstrava sem mesmo saber se ia ser eleito. Com efeito, o uso indevido de carro oficial ainda está em voga. Coisa que Nilson jamais cogitou. Mas, aí na “Rodrigues”, o mal uso de veículos parece ter sido esportivo e divertido.

Respeitando o meu espaço, quero lembrar que se virarmos o Nilson de ponta cabeça, jamais cairá um só tostão que não seja seu. E a maioria esmagadora da população bauruense duvida que o prefeito esteja envolvido em falcatruas. E a clareza desta verdade, por si só abona a sua permanência no cargo até o fim de seu mandato. Muito diferente, portanto, da cassação de outros homens públicos que não honraram a outorga recebida de um povo simples e trabalhador, nesta Bauru de nosso Deus!... (Antonio Ribeiro Corrêa - RG 4.168.220)

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