Economia & Negócios

Em 3 dias, FGTS injeta R$ 979 mil na economia

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Com a nova etapa de pagamentos dos créditos complementares do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em apenas três dias - 15, 16 e 17 de julho - foram injetados R$ 978.905,00 na economia somente em Bauru. As informações são da Caixa Econômica Federal (CEF). Foram 1.396 benefícios concedidos.

Na área de abrangência do Escritório de Negócios (EN) da Caixa, que inclui 91 municípios, o valor liberado neste mesmo período foi de R$ 3.237.192,00, num total de 4.890 benefícios pagos na região. Os créditos complementares do FGTS são referentes aos planos econômicos Verão (1989) e Collor 1 (1990).

Em todo País, nesses três dias foram efetuados 72% (R$ 568,8 milhões) dos R$ 790 milhões em pagamentos previstos para essa etapa.

No último dia 15 começaram a ser efetuados os pagamentos referentes à segunda parcela para quem tem direito a receber entre R$ 2 mil e R$ 5 mil e da primeira parcela dos valores entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. Estes pagamentos serão feitos em sete parcelas semestrais.

Mas independentemente desta nova etapa, os valores que já foram liberados antes podem continuar sendo retirados a qualquer momento. Para quem tem mais de R$ 8 mil para receber, a liberação só será feita a partir de janeiro do próximo ano.

Desde que a Caixa começou a efetuar o pagamentos dos créditos complementares do FGTS, em junho do ano passado, já foram pagos 144.416 benefícios em Bauru, totalizando R$ 27.582.980,00. Na área abrangida pelo EN foram 614.436 benefícios liberados, somando R$ 109.428.914,00.

Para o economista e consultor Carlos Roberto Sette, as pessoas que têm direito a receber os valores dessa nova etapa devem priorizar seus problemas financeiros para resolver. Num segundo momento, as que estão empregadas e têm renda própria podem direcionar uma parte à compra de algum bem que desejem muito. Por último, alguns podem investir um percentual na caderneta de poupança.

“A avaliação que faço para Bauru é muito parecida com a situação que está sendo prevista para o País. A classe média deve aproveitar esse dinheiro, que vem como um rendimento extra, para pagar dívidas, acertar o cheque especial, tirar o nome do SPC, enfim, equilibrar a situação financeira”, avalia.

Segundo o economista, o desejo pelo consumo pode ser até maior, mas a necessidade de minimizar os problemas financeiros deve pesar mais. Neste raciocínio, num segundo momento ou a partir das próximas parcelas que serão liberadas, quem está na lista dessa nova etapa de pagamentos do FGTS poderá direcionar alguma quantia para realizar um sonho de consumo.

“A injeção desse dinheiro no comércio deve ficar para depois, principalmente porque a liberação dos valores será feita em sete parcelas semestrais. Mais uma vez cito a classe média, para a qual as compras provavelmente fiquem para mais tarde.”

Na avaliação de Sette, quem tiver valores maiores para receber - perto de R$ 8 mil, cujas prestações serão em torno de R$ 1.143,00 -, poderá reservar uma parte para colocar na poupança, o que proporciona uma certa tranqüilidade para algum eventual caso de emergência.

Comentários

Comentários