Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou por meio de um comunicado, que o crescimento dos níveis de produção para um mínimo de 2,7 milhões de veículos por ano, ocupando mais a capacidade instalada e reduzindo a elevada carga de ociosidade do setor, é a única forma de assegurar a sustentabilidade e consolidação da indústria brasileira.

O estudo, realizado pela Consultoria Booz-Allen-Hamilton e Anfavea, indica “preocupação quanto ao risco de comprometimento do setor diante dos persistentemente baixos níveis de produção dos últimos anos e das perspectivas futuras”.

O estudo alerta que a atual situação pode levar ao risco de perda da modernidade e da competitividade do setor automotivo brasileiro. A Anfavea diz ainda que a demanda interna está estagnada e vem sendo sustentada por promoções permanentes, que “artificializam” o mercado e afetam as margens do setor, com impacto negativo no resultado das empresas.

“A paralisia do mercado é conseqüência de crises internacionais nos últimos anos e seus reflexos no Brasil, além dos próprios problemas da economia brasileira, com o fraco desempenho econômico, a insegurança do consumidor e os juros altos e crédito escasso inibindo e restringindo o acesso a um mercado que tem 70% de suas vendas financiadas”, conclui o estudo.

O documento mostra também que, em razão do alto nível de ociosidade, da pressão dos custos industriais, especialmente em face do aumento de preços das matérias-primas e do sacrifício das margens, a rentabilidade média do setor sobre vendas é hoje negativa em 5%.

“Com uma capacidade de produção instalada de 3,2 milhões de veículos/ano, a indústria automobilística deverá produzir em 2003 cerca de 1,8 milhão de unidades, operando, portanto, com uma capacidade ociosa superior a 40%.”

O estudo destaca, ainda, que o setor vai se consolidar só com uma produção anual mínima de 2,7 milhões de veículos, ocupando de 80% a 85% da capacidade instalada. O desafio, segundo a Anfavea, é a adoção de políticas voltadas para o crescimento da demanda interna e das exportações.

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