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Embraer alerta para perda de vendas

Por Renê Gardim (Tribuna Impressa | especial para o JC)
| Tempo de leitura: 1 min

A decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) em não aumentar sua exposição na companhia poderá fazer a Embraer perder vendas de US$ 1,5 bilhão por dificuldades no acesso a crédito para financiar seus clientes, admitiu o vice-presidente da empresa, Frederico Fleury Curado.

O valor refere-se a três encomendas, no total de 114 aeronaves, feitas pela US Airways, Republic Airways e Express Jet (ex-Continental).

Após a decisão, a Embraer já comprometeu 40% dos créditos acumulados do BNDES-Exim, equivalentes a US$ 4 bilhões. Mesmo assim, Curado considera que o governo precisa apoiar a empresa e entrou com carta-consulta no banco para financiar a venda de 24 aviões ERJ 145 para a US Airways, outros 15 modelo ERJ 170 para a Republic Airways e mais 75 modelo ERJ 145 para a Express Jet.

“Estamos dando cambalhota para conseguir exportar”, afirma. “Não podemos depender só do BNDES, mas imaginar que vamos competir no mundo por si só, sem apoio do governo, isso não existe”.

Segundo Curado, a Embraer tem recorrido ao mercado financeiro apesar das dificuldades das companhias aéreas em obter créditos de investidores privados que vêm fugindo desse nicho de negócio desde o 11 de setembro.

Recentemente, dois contratos firmados pela empresa no valor de US$ 5,1 bilhões e referentes a pedidos de 185 aeronaves vão contar com recursos da GE Capital Services, braço financeiro da GE.

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