Política

Nilson diz que aceita discutir papel do PPS no governo

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) afirmou ontem que aceita se reunir com a comissão criada pelo PPS para debater a participação no governo municipal, abalada desde que o chefe do Executivo deixou o partido, em maio. A principal reclamação é que a Prefeitura Municipal não tem dado atenção a reivindicações apresentadas pela legenda.

A comissão foi eleita durante a reunião do diretório municipal do PPS, no sábado, e é composta pelo presidente do partido, Rubens de Souza, pelo secretário municipal de Cultura, Sérgio Losnak, e pelo vereador Zito Garcia. “São três amigos que terei o maior prazer em estar recebendo”, afirma o prefeito.

Apesar das ameaças do partido de discutir uma possível saída do governo caso Nilson não reveja alguns pontos, o prefeito diz que não está preocupado com este fato. “Não estamos utilizando apenas critérios partidários para preencher os cargos, mas sim de competência. Além disso, temos que governar com as pessoas de boa vontade e que estejam preocupadas com o município”, declara.

Nilson diz, porém, que pretende manter o apoio que vem recebendo do partido. “Estamos buscando um entrosamento não só com o PPS, mas também com o PTB, PL e até mesmo o PMDB”, conta.

Desde que o prefeito iniciou a reforma administrativa, o PPS perdeu postos como a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), que era ocupada por Edmilson Queiroz Dias, mas mantém a presença no governo com os secretários de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, de Cultura, Sérgio Losnak, e de Agricultura, Cynise Pereira Leite, além de diversos cargos no segundo e terceiro escalões.

Retorno

Nilson Costa retornou ontem aos trabalhos na prefeitura depois da viagem que fez na última quinta-feira a Brasília, onde esteve reunido com representantes do Banco Mundial para tentar viabilizar um empréstimo de US$ 35 milhões para obras no município, entre elas a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e de barragens de contenção contra enchentes.

O prefeito afirma que pretendia fazer contatos políticos na Capital federal, mas foi prejudicado pelo recesso do Congresso Nacional. Ele aproveitou, então, para visitar alguns ministérios, como o das Cidades, para verificar como andam os processos para a liberação de verbas para Bauru.

No retorno à cidade, o prefeito assinou hoje pela manhã a notificação enviada pela Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal para que ele deponha no dia 28. A comissão avalia as denúncias de omissão, negligência e improbidade administrativa contra Nilson, acusado de ter agido de maneira irregular no processo de compra de carne para a merenda escolar do município.

O chefe do Executivo deveria ter prestado depoimento na última sexta-feira, mas comunicou à Câmara que não poderia comparecer por já ter assumido compromissos em Brasília. Oficialmente, porém, ele sequer chegou a ser intimado, pois a comissão não conseguiu encontrá-lo antes da viagem.

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