Regional

Casal é acusado de matar taxista em Ipaussu

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Ipaussu - O taxista Pedro Arruda Lemes, 70 anos, morreu no último sábado vítima de um assalto em Ipaussu (110 quilômetros a Sudoeste de Bauru). Lemes foi encontrado baleado em uma estrada rural próximo à rodovia Raposto Tavares e morreu após dar entrada no pronto-socorro da cidade. Um casal, ainda não identificado pela polícia, é acusado pelo crime. Este é o primeiro latrocínio registrado em Ipaussu desde 2001.

Segundo o delegado titular de Ipaussu, Marcelo Alves Firmino, o taxista era morador de Jacarezinho (PR). No último sábado, um homem de aproximadamente 30 anos e uma jovem que aparentava ser menor de idade teriam contratado uma corrida de Jacarezinho até Ourinhos.

De acordo com o delegado, testemunhas teriam visto o taxista com o casal em Rio Claro e, horas depois, transitando pela estrada rural de Ipaussu.

Por volta das 17h, o taxista foi encontrado na estrada, ferido com um tiro na altura do ombro. Segundo o delegado, não há indícios de que a vítima tenha tentado reagir ao assalto.

Lemes foi socorrido ao pronto-socorro da cidade, mas morreu logo em seguida. “Provavelmente, segundo informação da médica-plantonista, ele faleceu em razão de uma parada cardíaca”, afirma o delegado. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ourinhos e a família da vítima foi localizada em Jacarezinho.

Segundo o delegado, até o fechamento desta edição o casal não havia sido preso. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso e será conduzido pela delegacia de Ipaussu com o apoio de Polícia Civil do Paraná.

O veículo do taxista, um Pálio, placas AIM-1747, de Jacarezinho, foi localizado em Chavantes, no mesmo dia do crime.

2001

Segundo o delegado, a cidade, de cerca de 13 mil habitantes, não registrava um latrocínio desde 2001. Na ocasião, a vítima do crime também foi um taxista, da cidade de Salto Grande (SP). Os acusados, de acordo com o delegado, foram presos e condenados a cerca de 20 anos de prisão.

Apesar da coincidência envolvendo os dois últimos registros, Firmino afirma que crimes dessa natureza são atípicos em Ipaussu. “Os roubos aos taxistas são muito comuns, mas não nas cidades pequenas”, afirma.

Os casos policiais mais freqüentes em Ipaussu, segundo o delegado, são de furto e lesão corporal.

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