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Por que se preocupar com os faróis?

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

Você sabia que os faróis também necessitam de manutenção permanente? Andar com eles sempre bem regulados propicia o aproveitamento total do facho luminoso do veículo, torna o dirigir mais confortável e, principalmente, evita o ofuscamento da visão de outros motoristas.

Mas por que preocupar-se com eles? A manutenção malfeita, a vibração gerada nos veículos e as péssimas condições da pavimentação das vias são capazes de causar desregulagens nos faróis que podem ser corrigidas rapidamente e a um baixíssimo custo.

A checagem deve ser feita periodicamente e a falta de dinheiro para efetuá-la não serve de desculpa. Isso porque, dependendo do serviço a ser executado nos faróis por empresas que possuem equipamentos especiais, a regulagem nem é cobrada ou, no máximo, custará poucos reais - em média, menos de R$ 10,00 - ao dono do automóvel.

Segundo Jefferson Luiz Augusto Gomes e Gustavo Henrico Laiter, instrutores automotivos da unidade bauruense do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), são vários os indícios de que o sistema de iluminação do veículo não está funcionando corretamente.

Um dos principais é a diferença de altura entre os fachos, que pode ser facilmente notada em um teste caseiro. Para isso, basta aproximar o veículo de uma parede com os faróis acionados, preferencialmente com a luz alta, e em um lugar plano. “Se um estiver mais baixo ou alto em relação ao outro é sinal da necessidade de alinhamento, pois há uma altura padrão para todos”, explica Jefferson.

Já as vibrações, causadas pelo péssimo estado da pavimentação de ruas, avenidas e estradas também podem desviar o facho da posição ideal e desregular o componente sem que o motorista perceba. “Uma das formas de se descobrir isso é através dos outros condutores, que freqüentemente reclamarão pensando que o farol do veículo está alto”, frisa ele.

Outro problema comum é a intensidade dos fachos. Neste caso, esclarece Gustavo, se um estiver mais forte que o outro pode significar que uma das lâmpadas esteja velha ou com potência superior às normalmente utilizadas de 60 watts. “Muitos colocam lâmpadas de até 100 watts que propiciam fachos azulados e extremamente fortes proibidos por lei”, ressalta ele.

Jefferson acrescenta que a falta de aterramento, também conhecida como ponto de massa, o mau contato nos conectores e a descamação da área interna cromada provocada pela penetração de umidade também são causas de problemas no sistema. “Por isso é fundamental que os faróis sejam vistoriados periodicamente e, de preferência, sempre antes de viajar ou durante as revisões”, destaca.

Os faróis também merecem cuidado, conforme os instrutores, quando o veículo está carregado, situação que faz a frente do veículo ficar mais alta e, conseqüentemente, emitir a luz em locais desagradáveis para outros motoristas. “Quanto mais carregado ele estiver, mais o foco tem de ser abaixado”, enfatiza Jefferson.

Em veículo mais moderno é possível movimentar a altura do farol por um comando interno, mas eles argumentam que essa possibilidade não dispensa a verificação periódica do componente. “Eles também precisam de manutenção”, completa Gustavo.

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Faróis de milha e neblina

A semelhança entre faróis de milha e de neblina muitas vezes confunde os donos de veículos. Embora ambos sejam conhecidos como componentes auxiliares, a função e o tipo de luminosidade emitida por cada um são diferentes.

O instrutor do Senai/Bauru, Gustavo Henrico Laiter, explica que o farol de milha é posicionado de forma a emitir a luminosidade na horizontal, enquanto o de neblina, normalmente instalado no pára-choque do veículo, fica direcionado para o asfalto. “O objetivo é iluminar a pista por baixo do nevoeiro, permitindo ao motorista fixar pontos de referência”, salienta ele.

A diferença na concentração da luz é explicada pelos ângulos de emissão, maiores no caso do de neblina. Isso permite que a luz deste atinja uma área ampla próxima ao carro. “Já a de milha ilumina bem menos em volta do veículo, mas atinge distâncias muito superiores”, ensina Gustavo.

O outro instrutor do Senai, Jefferson Luiz Augusto Gomes, também salienta que os chamados faróis de retroneblina, instalados na traseira de modelos mais modernos, também devem ser usados com bom-senso.

“Sua utilização deve restringir-se apenas em casos de chuva muito forte e neblina. Fora isso, devem permanecer desligados, pois devido à sua intensa luminosidade podem ofuscar a vista de quem vem atrás”, adverte ele.

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