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Os alcances da cultura


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Cultura! Uma palavra apenas, mas de uma força realizadora extraordinária! Quanto pode ela fazer a partir de sua significação? O que logra desenvolver uma vez objetivamente aplicada onde quer que se deseje ou se necessite? Muito, inegavelmente, porque ela possui tentáculos que atingem distâncias tão longas que não são alcançados por outras energias pessoais. É, conseqüentemente, o fundamento da vida humana, tendo-se em vista que possui o principal ingrediente da correta formação do homem ao aplicá-lo em suas celebrações e atitudes em todos os momentos de sua existência. Afirme-se, então, que o homem é ilustre quando busca sabedoria na cultura, é educado quando recolhe atitudes educadas nas indicações da cultura, é profissional competente quando o aprende nas oficinas da cultura, é bom conselheiro dos amigos e filhos quando busca conselhos da cultura e não é violento em casa ou na rua quando coleta as sobriedades da cultura em geral. As melhores lições para a constituição humana figuram, portanto, no recesso íntimo da cultura, daí o valor extraordinário que se tem de conferir aos que se dedicam ao seu despertar e seus ensinamentos, os quais precisam abarcar, então, todos os contextos intelectuais, artísticos e correlatos. E quem nos lembra e nos emociona com isso é a iniciativa do simpático Grupo Gota d’Esperança, que vem desenvolvendo patriótico programa divulgativo da cultura intelectual e musical em nossas escolas secundárias. Consideram os seus componentes, liderados pelo brilhante declamador Carlos Iunes, que “o homem e a importância da cultura em sua formação” devem ser plasmados desde cedo, a partir mesmo dos bancos escolares, sendo imprescindível que todos que tenham condições de ensiná-la o façam carinhosamente visando o engrandecimento das populações e do País em si. É o que o Gota d’Esperança vem promovendo através de suas tertúlias lítero-musicais em estabelecimentos de ensino, onde reúne estudantes e figuras expressivas da sociedade e nas quais ressalta “um poema, uma melodia e muitos sentimentos, todos embutidos na realização de seus eventos culturais”, o que muito enaltece a obra que seus membros desenvolvem. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). Adendo - Agradecemos aos leitores que nos têm telefonado solidarizando-se com nossas opiniões.

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