Tribuna do Leitor

Professores - magistrados


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Fazia tempo que eu não via um assunto tão bem abordado como o relatado pela advogada Jacqueline Didier, em sua carta publicada no JC de 25/7, ao antever o que acontecerá com o Poder Judiciário, se levada adiante essa “reforma” previdenciária nos moldes em que está no projeto.

Concordo em gênero, número e grau com o que ela disse e vou mais longe. Certas carreiras necessitam receber tratamento diferenciado, sendo uma “baboseira” a fala do Lula ao pretender comparar professor universitário com cortador de cana. Cada um na sua, por favor.

Aliás, nossas Constituições sempre trouxeram em seu bojo diferenciações de tratamento na aposentadoria, seja em razão de tempo de serviço, carreira ou sexo. Pretender, agora, nivelar vencimentos por baixo “é o fim da picada”.

Que se acresça o tempo de serviço e se passe a descontar (através de lei) a contribuição que, até hoje, não foi exigida ao servidor estatutário, mas que essas regras comecem a valer para o futuro. Mudar a regra no fim do jogo é uma aberração jurídica.

Que culpa tem o servidor dos roubos, digo, rombos que estão ocorrendo? O servidor público estadual, principalmente do Executivo, quando se aposenta “sai com uma mão na frente e outra atrás”, desnudo de direitos e vantagens até então recebidas.

E só quem não é servidor público está aplaudindo e dando boné para o presidente Lula que, aliás, só foi eleito porque era contra a tudo o que hoje é a favor.

Alzira Garcia - OAB/SP 38.049 - Bauru

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